Instituto AOCP · PMPE Soldado

Questões de Raciocínio Lógico PMPE com gabarito comentado

12 questões inéditas no estilo Instituto AOCP, com 5 alternativas como na prova de Soldado. Resolva cada uma antes de abrir a resolução.

Questão 1

QuantificadoresBásico

Sabe-se que é verdadeira a afirmação: “Todo militar do 13º Batalhão usa farda durante o expediente.” Com base apenas nessa informação, qual das proposições a seguir é necessariamente falsa?

  1. ATodo usuário de farda durante o expediente é militar do 13º Batalhão.
  2. BAlgum usuário de farda durante o expediente não é militar do 13º Batalhão.
  3. CAlgum militar do 13º Batalhão não usa farda durante o expediente.
  4. DNenhum civil usa farda durante o expediente.
  5. EAlgum militar que usa farda durante o expediente não é do 13º Batalhão.
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Gabarito: C

Por que a alternativa C está correta

“Todo A é B” e “Algum A não é B” são contraditórias: uma é a negação da outra, então nunca têm o mesmo valor lógico. Se “todo militar do 13º Batalhão usa farda” é verdadeira, então “algum militar do 13º Batalhão não usa farda” é obrigatoriamente falsa.

Por que as outras estão erradas

  • A: é a recíproca (“todo B é A”); a informação não diz nada sobre quem mais usa farda, então ela pode ser verdadeira ou falsa.
  • B: fala de pessoas fora do batalhão que usam farda; a premissa não proíbe nem garante isso — valor indeterminado.
  • D: a premissa não trata de civis; nada se conclui sobre eles.
  • E: militares de outros batalhões podem perfeitamente usar farda; não há contradição com a premissa.

Conclusão

A única proposição que contradiz a premissa é “algum militar do 13º Batalhão não usa farda” — alternativa C.

Questão 2

FaláciasBásico

Em uma sessão da Câmara, um vereador argumentou: “O colega defendeu o novo projeto de iluminação pública, mas ele foi reprovado em matemática no ensino médio; portanto, o projeto não presta.” O argumento apresentado constitui a falácia denominada:

  1. Aataque à pessoa (ad hominem).
  2. Bapelo à autoridade (ad verecundiam).
  3. Cfalso dilema.
  4. Dapelo à ignorância (ad ignorantiam).
  5. Eladeira escorregadia.
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Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta

O vereador não examina o conteúdo do projeto (custos, utilidade, viabilidade). Em vez disso, desqualifica quem o defende, apontando uma característica pessoal sem relação com o mérito da proposta. Atacar a pessoa no lugar do argumento é a falácia ad hominem: ainda que o colega tenha sido mau aluno, isso não torna o projeto ruim.

Por que as outras estão erradas

  • B: o apelo à autoridade aceita uma tese só porque alguém prestigiado a defende; aqui ocorre o oposto, uma desqualificação.
  • C: falso dilema reduz a questão a apenas duas opções, o que não aparece no argumento.
  • D: apelo à ignorância conclui algo pela falta de prova em contrário, o que também não ocorre.
  • E: ladeira escorregadia supõe uma cadeia de consequências cada vez piores a partir de um primeiro passo.

Conclusão

O argumento ataca o autor, e não o projeto — alternativa A.

Questão 3

AnalogiasIntermediário

Complete a analogia de modo a manter a mesma relação entre os termos: “Abelha está para enxame assim como lobo está para ____.”

  1. Acardume
  2. Bmanada
  3. Ctoca
  4. Dalcateia
  5. Ecolmeia
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

A relação entre os dois primeiros termos é de indivíduo para o coletivo que o reúne: “enxame” é o substantivo coletivo de abelhas. Para manter a mesma relação, o termo procurado deve ser o coletivo de lobos, que é alcateia.

Por que as outras estão erradas

  • A: “cardume” é o coletivo de peixes, não de lobos.
  • B: “manada” é o coletivo de animais de grande porte, como bois e elefantes; não se aplica a lobos.
  • C: “toca” é o abrigo do animal; troca a relação indivíduo–coletivo por animal–moradia.
  • E: “colmeia” é a habitação das abelhas, e não um coletivo; além disso, nem se refere a lobos. É a pegadinha de quem confunde enxame com colmeia.

Conclusão

Abelha forma enxame; lobo forma alcateia — alternativa D.

Questão 4

Verdade e mentiraIntermediário

Uma janela da reserva de material foi quebrada, e sabe-se que apenas um entre os soldados Alan, Bia e Caio foi o responsável. Questionados, disseram: Alan: "Foi a Bia."; Bia: "Não fui eu."; Caio: "Não fui eu." Sabendo que exatamente um dos três disse a verdade, conclui-se que o responsável foi

  1. AAlan, e quem disse a verdade foi Bia.
  2. BBia, e quem disse a verdade foi Alan.
  3. CBia, e quem disse a verdade foi Caio.
  4. DCaio, e quem disse a verdade foi Bia.
  5. EAlan, e quem disse a verdade foi Caio.
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

Teste cada hipótese de culpado e conte quantas falas ficam verdadeiras (é preciso exatamente 1):

  • Culpado Alan: Alan ("foi a Bia") F; Bia ("não fui eu") V; Caio ("não fui eu") V → 2 verdades. Descartado.
  • Culpada Bia: Alan V; Bia F; Caio V → 2 verdades. Descartado.
  • Culpado Caio: Alan F; Bia V; Caio F → 1 verdade. Compatível.

Só a hipótese "Caio" respeita a condição, e a única fala verdadeira é a de Bia.

Por que as outras estão erradas

  • A: com Alan culpado, Bia e Caio dizem a verdade (2 verdades).
  • B: com Bia culpada, Alan e Caio dizem a verdade (2 verdades).
  • C: mesma hipótese de B; além disso, Alan também falaria a verdade.
  • E: com Alan culpado, também Bia falaria a verdade.

Conclusão

O responsável foi Caio, e só Bia disse a verdade — alternativa D.

Questão 5

FaláciasBásico

Em um debate sobre segurança pública, um participante declarou: “Ou você apoia o aumento das penas para todos os crimes, ou você está do lado dos criminosos.” Essa declaração caracteriza a falácia conhecida como:

  1. Aataque à pessoa (ad hominem).
  2. Bpetição de princípio.
  3. Cgeneralização apressada.
  4. Dfalso dilema.
  5. Eapelo à piedade (ad misericordiam).
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

O participante apresenta apenas duas alternativas como se fossem as únicas possíveis: apoiar o aumento de todas as penas ou estar ao lado dos criminosos. Ignora outras posições razoáveis, como defender penas maiores só para alguns crimes, priorizar a investigação ou a prevenção. Reduzir artificialmente as opções a duas, para forçar a escolha de uma, é o falso dilema (ou falsa dicotomia).

Por que as outras estão erradas

  • A: não há ataque às características pessoais de um interlocutor específico, e sim uma redução das opções.
  • B: petição de princípio é o raciocínio circular, que pressupõe a conclusão nas premissas.
  • C: generalização apressada tira conclusão geral de poucos casos, o que não ocorre.
  • E: apelo à piedade tenta convencer despertando compaixão, e não há esse recurso na frase.

Conclusão

A frase esconde outras opções e força uma escolha entre duas — alternativa D.

Questão 6

FaláciasIntermediário

Um policial comentou com o colega: “Nesta semana abordei dois motoristas de carro vermelho e ambos estavam sem habilitação. Logo, quem dirige carro vermelho costuma dirigir sem habilitação.” O raciocínio do policial é um exemplo de:

  1. Afalsa causa (post hoc ergo propter hoc).
  2. Bgeneralização apressada.
  3. Capelo à ignorância (ad ignorantiam).
  4. Despantalho.
  5. Eapelo à tradição.
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Gabarito: B

Por que a alternativa B está correta

O policial parte de apenas dois casos e tira uma conclusão sobre todos os motoristas de carro vermelho. A amostra é pequena e não representativa (são só as abordagens de uma semana de um único policial), e a cor do carro não tem ligação demonstrada com a habilitação. Passar de poucos casos particulares para uma regra geral sem base suficiente é a generalização apressada (indução fraca).

Por que as outras estão erradas

  • A: a falsa causa atribui relação de causa a fatos que apenas se sucedem no tempo; aqui o erro está no tamanho da amostra.
  • C: o apelo à ignorância conclui algo pela ausência de prova em contrário, o que não ocorre.
  • D: o espantalho distorce o argumento de outra pessoa para atacá-lo; não há oponente no exemplo.
  • E: o apelo à tradição justifica algo porque “sempre foi assim”, recurso ausente na fala.

Conclusão

Dois casos não autorizam uma regra sobre todos — alternativa B.

Questão 7

FaláciasIntermediário

Um morador afirmou na reunião do conselho comunitário: “Depois que instalaram a nova antena de telefonia no bairro, os furtos aumentaram. Portanto, foi a antena que provocou o aumento dos furtos.” O argumento do morador comete a falácia de:

  1. Aapelo à força (ad baculum).
  2. Bcomposição.
  3. Cfalsa causa (post hoc ergo propter hoc).
  4. Dapelo à popularidade (ad populum).
  5. Epetição de princípio.
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Gabarito: C

Por que a alternativa C está correta

O morador conclui que a antena causou o aumento dos furtos apenas porque o aumento veio depois da instalação. A sucessão no tempo não prova relação de causa e efeito: o aumento pode ter outras explicações (mudança de policiamento, período do ano, crise econômica) ou ser mera coincidência. Tomar “depois disso” por “por causa disso” é a falácia post hoc ergo propter hoc, um tipo de falsa causa.

Por que as outras estão erradas

  • A: o apelo à força impõe uma conclusão por ameaça, o que não aparece.
  • B: a falácia da composição atribui ao todo uma propriedade das partes, o que não é o caso.
  • D: o apelo à popularidade aceita algo porque a maioria acredita, e o morador não invoca a opinião geral.
  • E: a petição de princípio pressupõe a conclusão nas premissas, o que também não ocorre.

Conclusão

Ordem temporal não basta para provar causa — alternativa C.

Questão 8

FaláciasIntermediário

Durante um interrogatório, um advogado sustentou: “Essa testemunha é confiável, porque ela mesma garante que sempre diz a verdade; e, como ela sempre diz a verdade, essa garantia deve ser aceita.” O argumento do advogado incorre na falácia de:

  1. Aataque à pessoa (ad hominem).
  2. Bfalso dilema.
  3. Cgeneralização apressada.
  4. Dapelo à piedade (ad misericordiam).
  5. Epetição de princípio.
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Gabarito: E

Por que a alternativa E está correta

O advogado quer provar que a testemunha é confiável. Para isso, usa a palavra da própria testemunha (“sempre digo a verdade”), e aceita essa palavra justamente porque a testemunha seria confiável. A conclusão (“ela é confiável”) já está pressuposta na premissa que deveria sustentá-la. O raciocínio anda em círculo e nada prova: é a petição de princípio.

Por que as outras estão erradas

  • A: o ad hominem ataca a pessoa; aqui a testemunha é defendida, não atacada.
  • B: o falso dilema reduz as opções a duas, o que não aparece no argumento.
  • C: a generalização apressada parte de poucos casos para uma regra geral; o argumento não usa casos.
  • D: o apelo à piedade busca convencer pela compaixão, recurso que não é empregado.

Conclusão

O argumento usa a conclusão como sua própria prova — alternativa E.

Questão 9

FaláciasBásico

Em uma investigação, um delegado concluiu: “Ninguém conseguiu provar que o galpão é usado para guardar mercadoria roubada; logo, o galpão certamente é usado apenas para atividades lícitas.” Esse raciocínio é exemplo da falácia de:

  1. Aapelo à ignorância (ad ignorantiam).
  2. Bapelo à popularidade (ad populum).
  3. Cataque à pessoa (ad hominem).
  4. Despantalho.
  5. Efalsa analogia.
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Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta

O delegado conclui que uma afirmação é verdadeira (o uso é apenas lícito) porque a afirmação contrária não foi provada. A falta de prova de um fato não demonstra o fato oposto: talvez a investigação ainda não tenha reunido elementos suficientes. Tirar conclusão a partir da ausência de prova é a falácia do apelo à ignorância (ad ignorantiam). O erro está no “certamente”, que transforma desconhecimento em certeza.

Por que as outras estão erradas

  • B: o ad populum se apoia na opinião da maioria, que não é invocada.
  • C: o ad hominem ataca uma pessoa, e não há ataque a ninguém no raciocínio.
  • D: o espantalho distorce a tese do oponente para refutá-la, o que não ocorre.
  • E: a falsa analogia compara situações diferentes em aspecto relevante; não há comparação aqui.

Conclusão

Ausência de prova não é prova do contrário — alternativa A.

Questão 10

FaláciasBásico

Em uma rede social, um usuário escreveu sobre um caso em investigação: “Mais de 80% dos moradores da cidade acreditam que o suspeito é culpado. Portanto, ele é culpado.” O argumento apresentado constitui a falácia de:

  1. Aapelo à autoridade (ad verecundiam).
  2. Bapelo à popularidade (ad populum).
  3. Cfalsa causa (post hoc).
  4. Dfalso dilema.
  5. Eapelo à força (ad baculum).
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Gabarito: B

Por que a alternativa B está correta

O usuário conclui que o suspeito é culpado apenas porque a maioria das pessoas acredita nisso. A quantidade de pessoas que aceitam uma afirmação não determina se ela é verdadeira: a culpa depende de provas, não de opinião pública. Usar a crença da maioria como prova é a falácia do apelo à popularidade (ad populum).

Por que as outras estão erradas

  • A: o apelo à autoridade invoca uma pessoa ou instituição de prestígio, e não a maioria das pessoas comuns.
  • C: a falsa causa confunde sucessão temporal com causalidade, o que não aparece.
  • D: o falso dilema reduz as opções a duas, o que não há no argumento.
  • E: o apelo à força impõe a conclusão por meio de ameaça, recurso ausente.

Conclusão

O número de pessoas que acredita em algo não prova que esse algo é verdadeiro — alternativa B.

Questão 11

AnalogiasIntermediário

Assinale o par de palavras que mantém, entre si e na mesma ordem, a relação existente em “bisturi : cirurgião”.

  1. Ahospital : médico
  2. Bagricultor : enxada
  3. Cjornal : jornalista
  4. Descola : professor
  5. Eserrote : marceneiro
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Gabarito: E

Por que a alternativa E está correta

No par “bisturi : cirurgião”, o primeiro termo é o instrumento de trabalho e o segundo é o profissional que o utiliza, nessa ordem. Em “serrote : marceneiro”, o serrote é a ferramenta com que o marceneiro trabalha, e a ordem instrumento → profissional é mantida.

Por que as outras estão erradas

  • A: hospital é o local de trabalho do médico, não o instrumento.
  • B: a relação é de profissional e instrumento, mas com a ordem invertida (profissional : instrumento). Em analogia, a ordem conta.
  • C: jornal é o produto do trabalho do jornalista, não a ferramenta.
  • D: escola é o local onde o professor trabalha, como em A.

Conclusão

Instrumento para profissional, na mesma ordem: serrote para marceneiro — alternativa E.

Questão 12

AnalogiasBásico

Complete a analogia: “Frio está para calor assim como escuro está para ____.”

  1. Anoite
  2. Bsombra
  3. Cclaro
  4. Dpreto
  5. Eapagado
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Gabarito: C

Por que a alternativa C está correta

“Frio” e “calor” são antônimos: um designa o oposto do outro. Para manter a mesma relação, procura-se o antônimo de “escuro”, que é claro.

Por que as outras estão erradas

  • A: a noite é um período associado à escuridão; a relação seria de associação, e não de oposição.
  • B: sombra é um lugar escuro, o que aproxima o termo de “escuro” em vez de opor-se a ele.
  • D: preto é uma cor escura, também próxima de “escuro” (relação de semelhança, não de oposição).
  • E: apagado indica ausência de luz, o que leva ao escuro; de novo, não há oposição.

Note que todas as alternativas erradas têm relação com o escuro, mas nenhuma é o seu contrário — é a armadilha típica desse tipo de questão.

Conclusão

Frio se opõe a calor como escuro se opõe a claro — alternativa C.

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