Instituto AOCP · PMPE Soldado

Questões de Língua Portuguesa PMPE com gabarito comentado

12 questões inéditas no estilo Instituto AOCP, com 5 alternativas como na prova de Soldado. Resolva cada uma antes de abrir a resolução.

Questão 1

Compreensão e interpretação de textosBásico

Leia o texto a seguir.

“Durante muito tempo, acreditou-se que a presença ostensiva de viaturas bastava para reduzir a criminalidade em um bairro. Hoje, especialistas em segurança pública defendem que a viatura é apenas parte da solução. Quando os moradores conhecem o policial que patrulha a sua rua e confiam nele, passam a informar situações suspeitas com mais frequência, o que torna a prevenção mais eficaz. A proximidade, portanto, transforma o cidadão em aliado do trabalho policial.”

De acordo com o texto, a prevenção torna-se mais eficaz porque

  1. Aa quantidade de viaturas nas ruas foi ampliada nos últimos anos.
  2. Ba confiança dos moradores no policial estimula o repasse de informações.
  3. Cos especialistas abandonaram o uso de viaturas no patrulhamento.
  4. Dos moradores passaram a substituir o policial na vigilância das ruas.
  5. Ea presença ostensiva de viaturas afasta os criminosos do bairro.
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Gabarito: B

Por que a alternativa B está correta

O texto estabelece uma relação de causa e efeito explícita: quando os moradores conhecem o policial e confiam nele, “passam a informar situações suspeitas com mais frequência, o que torna a prevenção mais eficaz”. A causa da maior eficácia é, portanto, o repasse de informações motivado pela confiança.

Por que as outras estão erradas

  • A: o texto não fala em aumento do número de viaturas; ao contrário, relativiza o papel delas.
  • C: o texto diz que a viatura é “apenas parte da solução”, e não que foi abandonada. É extrapolação.
  • D: o cidadão vira “aliado”, não substituto do policial. A alternativa distorce a ideia de parceria.
  • E: essa era a crença antiga (“acreditou-se”), que o texto justamente apresenta como insuficiente.

Conclusão

A prevenção melhora porque a confiança leva os moradores a informar mais — alternativa B.

Questão 2

Tipologias e gêneros textuaisIntermediário

Leia o texto a seguir.

“Na última edição do concurso, muitos candidatos ficaram de fora porque chegaram depois do fechamento dos portões. Para que isso não aconteça com você, confira, na véspera, se o documento de identificação original está na bolsa. Separe duas canetas esferográficas de tinta preta e fabricadas em material transparente. Saia de casa com antecedência, considere o trânsito do horário e desligue o celular antes de entrar na sala.”

Quanto à tipologia, o texto é predominantemente

  1. Anarrativo, porque relata o que aconteceu com candidatos na última edição.
  2. Bdescritivo, porque caracteriza os objetos que o candidato deve levar.
  3. Cdissertativo-argumentativo, porque defende uma tese sobre o concurso.
  4. Dinjuntivo, porque orienta o leitor sobre o que fazer no dia da prova.
  5. Eexpositivo, porque explica as regras do edital de forma impessoal.
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

O tipo injuntivo (instrucional) tem como finalidade orientar o comportamento do leitor e se reconhece pelos verbos no imperativo: “confira”, “separe”, “saia”, “considere”, “desligue”. Quase todo o texto é formado por essas instruções, dirigidas diretamente ao leitor (“com você”). Por isso, o tipo predominante é o injuntivo.

Por que as outras estão erradas

  • A: há uma breve menção a um fato passado na primeira frase, mas ela só serve de motivo para as instruções; não há sequência de ações com personagens e enredo. É a pegadinha: um trecho narrativo não faz o texto inteiro ser narrativo.
  • B: as características das canetas aparecem dentro de uma ordem (“separe…”); não há retrato detalhado de um ser ou ambiente.
  • C: o texto não defende tese nem apresenta argumentos para convencer o leitor de uma opinião.
  • E: o texto não é impessoal; ele fala diretamente com o leitor e dá comandos.

Conclusão

Predominam os verbos no imperativo e a orientação ao leitor — alternativa D.

Questão 3

Figuras de linguagem — metáforaBásico

Leia a frase a seguir.

"Diante das provocações dos manifestantes, o soldado Ferreira foi uma rocha: não respondeu a nenhuma das ofensas."

A figura de linguagem presente na expressão "foi uma rocha" é a

  1. Acomparação.
  2. Bmetonímia.
  3. Cmetáfora.
  4. Dhipérbole.
  5. Eprosopopeia.
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Gabarito: C

Por que a alternativa C está correta

A metáfora é uma comparação implícita: atribui-se a um ser uma característica de outro por semelhança, sem conectivo comparativo. Ao dizer que o soldado "foi uma rocha", a frase transfere para ele qualidades da rocha (firmeza, resistência, imobilidade diante do ataque). A estrutura é direta — "X foi Y" —, sem "como", "tal qual" ou "feito".

Por que as outras estão erradas

  • A: a comparação (símile) exige conectivo explícito: "foi firme como uma rocha".
  • B: a metonímia troca um termo por outro com o qual mantém relação de contiguidade (autor pela obra, parte pelo todo), não de semelhança.
  • D: a hipérbole é o exagero intencional de um fato; aqui não se amplia nada, transfere-se uma qualidade por semelhança.
  • E: a prosopopeia dá características humanas a seres inanimados; na frase ocorre o contrário — um ser humano recebe qualidade de um objeto.

Conclusão

"Foi uma rocha" é comparação sem conectivo, isto é, metáfora — alternativa C.

Questão 4

Figuras de linguagem — comparaçãoBásico

Considere o período a seguir.

"Durante toda a audiência, o sargento permaneceu imóvel como uma estátua, sem demonstrar qualquer reação às acusações."

No trecho, a expressão "imóvel como uma estátua" constitui exemplo de

  1. Acomparação.
  2. Bmetáfora.
  3. Cantítese.
  4. Dmetonímia.
  5. Ecatacrese.
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Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta

Na comparação (ou símile), dois seres são aproximados por uma semelhança, e essa aproximação vem marcada por um conectivo comparativo explícito — no caso, "como". O sargento e a estátua são postos lado a lado pela característica comum da imobilidade: "imóvel como uma estátua".

Por que as outras estão erradas

  • B: a metáfora também se baseia em semelhança, mas dispensa o conectivo ("o sargento era uma estátua"). A presença de "como" caracteriza a comparação.
  • C: antítese é a aproximação de palavras ou ideias opostas ("riso" e "choro"); sargento e estátua não se opõem.
  • D: metonímia é substituição por contiguidade (autor pela obra, continente pelo conteúdo), não aproximação por semelhança.
  • E: catacrese é o uso de uma palavra fora do sentido próprio por falta de termo específico ("pé da mesa"), o que não ocorre aqui.

Conclusão

O conectivo "como" explicita a semelhança entre o sargento e a estátua: trata-se de comparação — alternativa A.

Questão 5

Figuras de linguagem — metonímiaBásico

"Nos intervalos do plantão, o cabo Oliveira leu Manuel Bandeira de capa a capa e, em seguida, começou a ler Clarice Lispector."

Ao empregar a expressão "leu Manuel Bandeira", o autor da frase recorreu à figura de linguagem denominada

  1. Ametáfora.
  2. Bhipérbole.
  3. Ceufemismo.
  4. Dperífrase.
  5. Emetonímia.
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Gabarito: E

Por que a alternativa E está correta

A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro com o qual mantém uma relação real de contiguidade (proximidade lógica), e não de semelhança. Um dos casos mais cobrados é o do autor pela obra: quem "leu Manuel Bandeira" leu, na verdade, os livros (poemas) de Manuel Bandeira. O mesmo ocorre com "ler Clarice Lispector".

Por que as outras estão erradas

  • A: a metáfora nasce de uma semelhança entre dois seres; entre o poeta e seus livros não há semelhança, há relação de autoria.
  • B: "de capa a capa" indica leitura completa, mas não há exagero intencional como recurso central da expressão destacada.
  • C: eufemismo é a suavização de uma ideia desagradável, o que não ocorre.
  • D: perífrase (antonomásia) é substituir um nome por uma expressão que o caracteriza, como "o poeta de Pasárgada" para se referir a Manuel Bandeira; na frase, o nome do autor aparece explicitamente no lugar da obra.

Conclusão

O nome do autor foi usado no lugar de sua obra: metonímia — alternativa E.

Questão 6

Figuras de linguagem — prosopopeiaBásico

"Na madrugada fria, o vento sussurrava segredos às janelas dos velhos casarões de Olinda, enquanto a cidade dormia."

A principal figura de linguagem presente no trecho é a

  1. Aantítese.
  2. Bhipérbole.
  3. Cironia.
  4. Dprosopopeia.
  5. Epleonasmo.
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

A prosopopeia (ou personificação) atribui características, ações ou sentimentos próprios dos seres humanos a seres inanimados, irracionais ou abstratos. No trecho, o vento — elemento da natureza — "sussurrava segredos", ação tipicamente humana. O mesmo efeito aparece em "a cidade dormia", reforçando a personificação.

Por que as outras estão erradas

  • A: antítese é a aproximação de ideias opostas (claro/escuro, vida/morte); não há termos contrários no trecho.
  • B: hipérbole é o exagero intencional ("chorou rios de lágrimas"); nada é aumentado de forma desproporcional.
  • C: ironia é dizer o contrário do que se pensa, com intenção crítica ou humorística; o trecho é descritivo e lírico.
  • E: pleonasmo é a repetição de uma ideia já expressa ("subir para cima"), o que não ocorre.

Conclusão

O vento que "sussurra segredos" e a cidade que "dorme" recebem ações humanas: prosopopeia — alternativa D.

Questão 7

Figuras de linguagem — hipérboleBásico

Em uma instrução de tiro, o instrutor perdeu a paciência e disse aos recrutas: "Já expliquei esse procedimento de segurança um milhão de vezes, e vocês continuam errando!"

Na fala do instrutor, a expressão "um milhão de vezes" caracteriza a figura de linguagem chamada

  1. Aeufemismo.
  2. Bhipérbole.
  3. Cmetonímia.
  4. Dgradação.
  5. Eironia.
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Gabarito: B

Por que a alternativa B está correta

A hipérbole é o exagero intencional de uma ideia para torná-la mais expressiva. É evidente que o instrutor não explicou o procedimento literalmente um milhão de vezes; ele amplia o número para enfatizar sua irritação com a repetição do erro. O exagero não é mentira: é um recurso de ênfase reconhecido pelo interlocutor.

Por que as outras estão erradas

  • A: o eufemismo faz o oposto — suaviza uma ideia desagradável ("faltar com a verdade" no lugar de "mentir").
  • C: metonímia é a substituição de um termo por outro com o qual tem relação de proximidade (autor pela obra, parte pelo todo); não há substituição desse tipo.
  • D: gradação é a sequência de termos em progressão crescente ou decrescente ("um, dez, cem soldados"); a frase apresenta um único número exagerado.
  • E: ironia é afirmar o contrário do que se pensa; o instrutor diz exatamente o que pensa, apenas de modo exagerado.

Conclusão

"Um milhão de vezes" é exagero proposital para dar ênfase: hipérbole — alternativa B.

Questão 8

Figuras de linguagem — paradoxo e antíteseIntermediário

"Depois que a sirene se calou, um silêncio ensurdecedor tomou conta da rua onde, minutos antes, se aglomerava uma multidão de curiosos."

Na expressão "silêncio ensurdecedor", ocorre a figura de linguagem denominada

  1. Aantítese.
  2. Bsinestesia.
  3. Cmetáfora.
  4. Dhipérbole.
  5. Eparadoxo.
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Gabarito: E

Por que a alternativa E está correta

O paradoxo (também chamado de oxímoro) reúne, num mesmo ser ou numa mesma expressão, ideias que logicamente se excluem. "Silêncio" é ausência de som; "ensurdecedor" é o que produz som tão intenso a ponto de ensurdecer. Atribuir ao silêncio a capacidade de ensurdecer cria uma contradição aparente, que expressa com força o impacto da quietude repentina.

Por que as outras estão erradas

  • A: na antítese, as ideias opostas ficam lado a lado, mas referidas a coisas diferentes, sem se fundirem ("Uns choravam, outros riam"). No paradoxo, os opostos se juntam num só ser — o próprio silêncio é ensurdecedor.
  • B: a sinestesia mistura sensações de sentidos diferentes ("voz áspera"); "silêncio" e "ensurdecedor" pertencem ao mesmo campo, a audição.
  • C: não há transferência de sentido por semelhança como efeito principal; o efeito nasce da contradição.
  • D: "ensurdecedor" pode soar intenso, mas o que caracteriza a expressão é a união de contrários, e não o simples exagero.

Conclusão

Silêncio que ensurdece é a fusão de ideias contraditórias num mesmo ser: paradoxo — alternativa E.

Questão 9

Figuras de linguagem — eufemismoIntermediário

Em nota oficial, um batalhão comunicou: "Após longa enfermidade, o coronel reformado Antônio Batista nos deixou na manhã de ontem, cercado pelo carinho da família."

Ao empregar "nos deixou" no lugar de "morreu", o texto faz uso de

  1. Aironia.
  2. Beufemismo.
  3. Chipérbole.
  4. Dpleonasmo.
  5. Ecatacrese.
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Gabarito: B

Por que a alternativa B está correta

O eufemismo consiste em suavizar uma ideia triste, chocante ou desagradável, substituindo a palavra direta por uma expressão mais branda. Em uma nota de pesar, "nos deixou" é forma delicada de dizer "morreu", adequada ao tom respeitoso do comunicado. Outros exemplos comuns: "partiu", "descansou", "faltou com a verdade" (= mentiu).

Por que as outras estão erradas

  • A: a ironia diz o contrário do que se pensa com intenção crítica ou humorística; a nota é sincera e respeitosa.
  • C: a hipérbole exagera a ideia; o eufemismo faz o movimento contrário, atenuando-a.
  • D: pleonasmo é a repetição de uma ideia já expressa ("entrar para dentro"); não há redundância na expressão.
  • E: catacrese é o uso figurado que se fixou na língua por falta de termo próprio ("pé da mesa", "embarcar no ônibus"); "nos deixou" é escolha estilística consciente para atenuar a notícia.

Conclusão

A troca de "morreu" por "nos deixou" suaviza a notícia da morte: eufemismo — alternativa B.

Questão 10

Figuras de linguagem — sinestesiaIntermediário

"Ao entrar no Mercado de São José, a turista sentiu um perfume doce e quente vindo das bancas de especiarias, e logo quis provar tudo."

Na expressão "perfume doce e quente", o autor emprega a figura de linguagem conhecida como

  1. Asinestesia.
  2. Bmetonímia.
  3. Cprosopopeia.
  4. Dantítese.
  5. Ealiteração.
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Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta

A sinestesia é a mistura, numa mesma expressão, de sensações percebidas por sentidos diferentes. Em "perfume doce e quente":

  • perfume pertence ao olfato;
  • doce pertence ao paladar;
  • quente pertence ao tato.

Ao atribuir ao cheiro qualidades de sabor e de temperatura, o autor cruza três sentidos e torna a descrição mais sensorial.

Por que as outras estão erradas

  • B: a metonímia substitui um termo por outro com relação de proximidade (autor pela obra, continente pelo conteúdo); aqui nada é substituído, as sensações são combinadas.
  • C: a prosopopeia daria ações humanas a seres inanimados; o perfume não pratica ação humana na frase.
  • D: "doce" e "quente" não são ideias opostas; não há antítese.
  • E: aliteração é a repetição intencional de sons consonantais ("o rato roeu a roupa"), o que não caracteriza a expressão destacada.

Conclusão

Olfato, paladar e tato reunidos numa só expressão configuram sinestesia — alternativa A.

Questão 11

Figuras de linguagem — identificaçãoAvançado

Um professor de cursinho preparatório listou cinco frases e indicou, entre parênteses, a figura de linguagem presente em cada uma. Assinale a alternativa em que essa indicação está INCORRETA.

  1. A"Que belo serviço: você amassou a viatura nova logo no primeiro dia!" (ironia)
  2. B"Com muita sede, o recruta bebeu dois copos seguidos depois da corrida." (metonímia)
  3. C"Ela tem um coração de pedra quando o assunto é disciplina." (metáfora)
  4. D"O braço da cadeira do comandante quebrou durante a reunião." (prosopopeia)
  5. E"Quando a sirene tocou, todos subiram para cima do palanque às pressas." (pleonasmo)
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Gabarito: D

Por que a alternativa D está correta

"Braço da cadeira" é catacrese, e não prosopopeia. A catacrese é uma metáfora que se desgastou pelo uso e passou a nomear algo que não tem termo próprio na língua: a parte da cadeira onde se apoia o braço é chamada "braço" por semelhança, como "pé da mesa" e "dente de alho". Na prosopopeia, um ser inanimado pratica ação ou tem sentimento humano ("a cadeira reclamou do peso"); aqui, a cadeira apenas tem uma parte nomeada por empréstimo.

Por que as outras estão corretas

  • A: ironia — o falante elogia ("que belo serviço") quando, na verdade, critica o dano à viatura.
  • B: metonímia — "copos" (continente) está no lugar de seu conteúdo: o recruta bebeu o líquido que havia nos copos, não os copos.
  • C: metáfora — "coração de pedra" atribui à pessoa a dureza da pedra, por semelhança e sem conectivo.
  • E: pleonasmo — "subir" já indica movimento para cima; "para cima" repete a ideia (pleonasmo vicioso).

Conclusão

A única indicação errada é a de "braço da cadeira", que é catacrese — alternativa D.

Questão 12

Relações semânticas entre orações — concessãoBásico

"Embora estivesse exausto após doze horas de serviço, o soldado concluiu o relatório da ocorrência antes de ir para casa."

A oração introduzida por "Embora" estabelece com a oração principal uma relação de

  1. Acausa.
  2. Bcondição.
  3. Cconcessão.
  4. Dconclusão.
  5. Efinalidade.
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Gabarito: C

Por que a alternativa C está correta

"Embora" é conjunção concessiva. A oração concessiva apresenta um fato que seria um obstáculo à realização do que se afirma na principal, mas que não a impede. O cansaço deveria levar o soldado a adiar o relatório; ainda assim, ele o concluiu. Observe também o verbo no subjuntivo ("estivesse"), típico das concessivas com "embora". Conjunções equivalentes: ainda que, mesmo que, conquanto, se bem que, posto que.

Por que as outras estão erradas

  • A: a causa explicaria por que o soldado concluiu o relatório; o cansaço não é motivo da conclusão, e sim um obstáculo a ela.
  • B: a condição apresentaria uma hipótese necessária ("se", "caso"); o cansaço é fato, não hipótese.
  • D: a conclusão seria uma dedução a partir de algo dito antes ("portanto", "logo").
  • E: a finalidade indicaria o objetivo da ação ("para que", "a fim de que").

Conclusão

O cansaço é obstáculo que não impediu a ação principal: relação de concessão — alternativa C.

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