
PM PE Soldado — 1.000 Questões Mais Cobradas
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Polícia Militar de Pernambuco — Soldado
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Leia o texto a seguir. “Durante muito tempo, acreditou-se que a presença ostensiva de viaturas bastava para reduzir a criminalidade em um bairro. Hoje, especialistas em segurança pública defendem que a viatura é apenas parte da solução. Quando os moradores conhecem o policial que patrulha a sua rua e confiam nele, passam a informar situações suspeitas com mais frequência, o que torna a prevenção mais eficaz. A proximidade, portanto, transforma o cidadão em aliado do trabalho policial.” De acordo com o texto, a prevenção torna-se mais eficaz porque
Começo tranquilo, pra aquecer. Quando a pergunta termina em porque, ela está pedindo uma causa, e essa causa está escrita no texto. Então o seu trabalho é achar a frase que liga a prevenção a alguma coisa. Olha só: quando os moradores confiam no policial, passam a informar situações suspeitas com mais frequência, o que torna a prevenção mais eficaz.
Agora monta a corrente. A confiança faz o morador falar, a informação chega ao policial, e a prevenção melhora. A alternativa certa é a que diz isso com outras palavras: repasse de informações é só um jeito diferente de dizer informar situações suspeitas.
Por que as outras estão erradas: Agora as erradas. A letra A inventa um aumento de viaturas que o texto nunca menciona. A letra C exagera: o texto diz que a viatura é parte da solução, ninguém abandonou nada. A letra D troca aliado por substituto, e isso é outra coisa. E a letra E repete justamente a crença antiga, aquela que o texto diz que não basta.
Pulo do gato: Em pergunta de causa, a certa costuma ser uma paráfrase do trecho do texto. Desconfie de alternativa que traz informação nova ou que exagera o que o autor disse.
Leia o texto a seguir. “Muitos candidatos acreditam que só é possível estudar quando dispõem de longas horas livres. Esse pensamento costuma adiar o início da preparação indefinidamente. Na prática, sessões curtas e regulares, de trinta ou quarenta minutos por dia, rendem mais do que maratonas esporádicas de fim de semana, porque o conteúdo revisado com frequência é mais bem fixado pela memória. O segredo, portanto, está menos na quantidade de horas e mais na constância.” A ideia central do texto é a de que
Ideia central se acha no fecho do texto, quase sempre depois de um portanto. O autor conclui: o segredo está menos na quantidade de horas e mais na constância. Esse portanto é o autor te entregando a tese de bandeja.
Agora troca as palavras por sinônimos. Constância é regularidade. Quantidade de horas em cada sessão é duração. A frase do autor vira: a regularidade pesa mais do que a duração. É exatamente o que está escrito na letra A. É como treino de tiro: um pouco toda semana vale mais do que um dia inteiro no estande uma vez por ano.
Por que as outras estão erradas: A letra B diz o contrário: as maratonas de fim de semana rendem menos. A letra C exagera com a palavra inútil; o texto só diz que rendem menos. A letra D é justamente o pensamento que o autor critica. E a letra E restringe tudo com o só e com os trinta minutos, que eram apenas um exemplo.
Pulo do gato: Palavras absolutas como só, sempre, nunca e inútil são bandeira vermelha em interpretação. Se o texto não foi tão radical, a alternativa também não pode ser.
Leia o texto a seguir. “Pernambuco convive, em boa parte do seu território, com longos períodos de estiagem. No Sertão, cisternas instaladas ao lado das casas armazenam a água da chuva captada pelos telhados e garantem o consumo das famílias nos meses secos. A tecnologia é simples e barata, mas exige cuidados: a cisterna precisa permanecer tampada e ser limpa antes da estação chuvosa, para que a água não se contamine.” De acordo com o texto, é correto afirmar que
Questão do tipo de acordo com o texto é conferência, item por item, como checar um documento numa abordagem. Cada alternativa tem que bater com uma frase do texto. A letra C bate direitinho: as cisternas armazenam a água da chuva captada pelos telhados. Recolhida é sinônimo de captada, e provém da chuva é o mesmo que água da chuva.
Repare que as outras alternativas mexem em detalhes pequenos. Uma troca antes por depois, outra troca boa parte por todo. A banca aposta na sua leitura apressada. Lendo com calma, você não cai.
Por que as outras estão erradas: A letra A contradiz o texto, que diz que a tecnologia exige cuidados. A letra B troca boa parte do território por todo o território, e ainda inventa da mesma forma. A letra D erra o uso: a água garante o consumo nos meses secos. E a letra E inverte o momento da limpeza, que é antes da estação chuvosa.
Pulo do gato: Em questão de conferência, a pegadinha mora nas palavrinhas: antes e depois, parte e todo, apenas. Sublinhe essas palavras no texto antes de olhar as alternativas.
Leia o texto a seguir. “Na reunião de pais, a diretora anunciou que a escola passaria a abrir o portão quinze minutos mais cedo. A mudança atendia a um pedido antigo das famílias que trabalham no centro da cidade e precisam deixar os filhos antes de pegar o ônibus. Ninguém protestou; alguns pais chegaram a aplaudir.” A partir da leitura do texto, é possível inferir que
Primeiro, entenda o que é inferir. Inferir é tirar uma conclusão que o texto não escreve com todas as letras, mas que as pistas garantem. Não é chutar, não é imaginar. É como no relatório de ocorrência: você conclui só o que os fatos sustentam.
Agora as pistas. Ninguém protestou, ponto e vírgula, alguns pais chegaram a aplaudir. Ninguém reclamou e ainda teve aplauso: isso garante que a decisão foi bem recebida por quem estava na reunião. E repare que a letra E fala em pais presentes, com cuidado, sem generalizar.
Por que as outras estão erradas: A letra A confunde abrir o portão mais cedo com mudar a duração das aulas, e o texto não fala disso. A letra B transforma pedido em denúncia. A letra C generaliza com todas as famílias, quando o texto fala só das que trabalham no centro. E a letra D diz o contrário das pistas: ninguém protestou.
Pulo do gato: Inferência boa é a que você consegue defender apontando a frase do texto. Se não consegue apontar, é extrapolação.
Leia o texto a seguir. “Não é verdade que a tecnologia, sozinha, resolverá os problemas da segurança pública. Câmeras, aplicativos e bancos de dados ampliam a capacidade de investigação, mas dependem de profissionais treinados para interpretar as informações que produzem. Uma gravação nítida de nada adianta se ninguém souber o que procurar nela. Investir em equipamentos sem investir em pessoas é, portanto, comprar um instrumento que permanecerá mudo.” Considere as afirmações a seguir. I. O autor rejeita o uso de câmeras e aplicativos no trabalho de investigação.
II. Para o autor, a eficácia dos recursos tecnológicos depende da qualificação de quem os utiliza.
III. A expressão “instrumento que permanecerá mudo” indica que o equipamento, sem pessoal capacitado, não produz resultado útil. Está(ão) de acordo com o texto
Calma, vamos por partes, uma afirmação de cada vez. A afirmação um diz que o autor rejeita câmeras e aplicativos. Mas o texto diz que eles ampliam a capacidade de investigação. O autor não rejeita a tecnologia; ele rejeita a ideia de que ela, sozinha, resolve tudo. Repare na palavra sozinha, entre vírgulas, logo na primeira frase. Afirmação um, falsa.
A afirmação dois diz que a eficácia depende da qualificação de quem usa. O texto confirma: os equipamentos dependem de profissionais treinados. Verdadeira. A três explica a figura de linguagem: um instrumento mudo é um instrumento que não diz nada, ou seja, sem gente capacitada, o equipamento não produz resultado útil. Também verdadeira.
Por que as outras estão erradas: Repare que todas as erradas dependem de um erro só. A letra A, a letra C e a letra E incluem a afirmação um, que é falsa. E a letra B acerta a dois, mas deixa de fora a três, que também é verdadeira.
Pulo do gato: Quando o autor diz que algo, sozinho, não basta, ele não está rejeitando aquilo. Ele está dizendo que precisa de mais alguma coisa. Se você acertou essa, parabéns: era das mais traiçoeiras.
Leia o texto a seguir. “Quem já esperou socorro sabe que cada minuto parece uma hora. Por isso, informar corretamente o endereço ao ligar para o 190 faz diferença: nome da rua, número, bairro e um ponto de referência conhecido ajudam a equipe a chegar mais rápido. Descrever com calma o que está acontecendo também permite que a central envie o tipo certo de apoio. Trotes, por outro lado, ocupam linhas e viaturas que poderiam estar atendendo a uma emergência real.” O título mais adequado ao texto é:
Título bom é aquele que cobre o texto inteiro, nem mais, nem menos. Então primeiro resuma o texto numa frase. O texto diz: informe bem o endereço e descreva com calma, porque isso faz a equipe chegar mais rápido e mandar o apoio certo. E os trotes atrapalham, porque ocupam linhas e viaturas.
Agora compare o seu resumo com os títulos. Ligação clara, socorro mais rápido, junta a causa e o efeito do texto inteiro em quatro palavras. Até os trotes cabem aí, porque trote é o oposto de ligação clara. Quem atende plantão sabe: informação boa na ligação é meio caminho andado.
Por que as outras estão erradas: A letra A pega um detalhe, os trotes, e ainda exagera, chamando de principal causa da violência. A letra B fala de treinamento de atendentes, assunto que o texto não toca. A letra C diz que a demora é inevitável, e o texto mostra justamente como diminuí-la. E a letra D fica num detalhe, o ponto de referência, e inventa a história dos bairros.
Pulo do gato: Título errado costuma ser de três tipos: amplo demais, restrito a um detalhe, ou fora do assunto. Resuma o texto antes de ler as opções.
Leia o texto a seguir. “O aplicativo de reclamações criado pela prefeitura recebeu, em seu primeiro mês, mais de duas mil mensagens. A maior parte tratava de iluminação pública: postes apagados em ruas residenciais e praças. Em segundo lugar vieram as queixas sobre buracos no asfalto. A secretaria responsável informou que pretende priorizar os pedidos de iluminação, já que ruas escuras aumentam a sensação de insegurança.” Segundo o texto, a secretaria decidiu priorizar os pedidos de iluminação porque
Quando a pergunta pede o motivo, procure no texto um conectivo de causa. Aqui ele aparece no fim: já que. Já que é o mesmo que porque, visto que, uma vez que. Tudo o que vem depois dele é o motivo da secretaria.
Agora compare. Ruas escuras viraram ruas mal iluminadas, e aumentam virou elevam. Mesma ideia, outras palavras. Viu como não era bicho de sete cabeças? O conectivo te leva direto ao ponto.
Por que as outras estão erradas: A letra A inventa que os buracos já foram consertados; o texto só diz que eles ficaram em segundo lugar nas queixas. A letra B contraria o próprio texto, que cita reclamações de buracos. A letra D fala de depredação, que não aparece em lugar nenhum. E a letra E inventa uma expectativa da prefeitura sobre o número de mensagens.
Pulo do gato: Pergunta com porque? Caça o conectivo de causa no texto: porque, já que, visto que, pois. A resposta está logo depois dele.
Leia o texto a seguir. “O prefeito inaugurou, com banda de música e discurso emocionado, a nova ciclovia da avenida principal. São dois quilômetros de faixa vermelha, que começam em um muro e terminam em um poste. Os ciclistas, agradecidos, continuam pedalando entre os carros — afinal, ninguém quer estragar uma obra tão bonita.” Da leitura do texto, infere-se que o autor
Aqui o texto não diz a opinião do autor com todas as letras. Você tem que perceber pelo tom. Olha os detalhes: uma ciclovia que começa num muro e termina num poste não leva ninguém a lugar nenhum. E os ciclistas continuam pedalando entre os carros, ou seja, ninguém usa a obra.
Agora a frase final: afinal, ninguém quer estragar uma obra tão bonita. Isso é ironia, que é dizer uma coisa querendo dizer o contrário. O autor finge elogiar, mas está mostrando que a obra é bonita e inútil. A banda e o discurso emocionado reforçam o contraste entre a festa e a obra que não serve.
Por que as outras estão erradas: A letra A cai na armadilha da leitura literal: leva o elogio a sério. A letra B esquece que escolher esses detalhes já é opinião; o texto não tem nada de neutro. A letra C culpa os ciclistas, mas o alvo da crítica é a obra. E a letra E inventa uma proposta de ampliação que o autor nunca fez.
Pulo do gato: Quando o texto elogia algo que os fatos mostram ser ruim, desconfie: é ironia. Muita gente erra essa por ler rápido demais. Se errou, ótimo: agora você não erra mais na prova.
Leia o texto a seguir. “Desde que a iluminação da passarela foi refeita, os moradores voltaram a atravessar a rodovia por ela, e não mais pelo meio das pistas. O número de atropelamentos naquele trecho, que vinha crescendo, finalmente parou de subir.” Do texto, depreende-se que
O segredo dessa questão está num verbo: voltaram. Quem volta a fazer alguma coisa já fazia antes e, em algum momento, parou. É o que a gente chama de pressuposto: uma informação que vem embutida na palavra. Se eu digo que o suspeito voltou a frequentar o bar, você entende que ele já frequentava e tinha parado.
Então, se os moradores voltaram a usar a passarela depois da reforma, é porque antes dela tinham deixado de usar e estavam atravessando pelas pistas. É exatamente o que diz a letra C. E repare em outro detalhe: parou de subir não é a mesma coisa que caiu, nem que acabou.
Por que as outras estão erradas: A letra A confunde parar de subir com deixar de ocorrer. A letra B erra duas vezes: foi a iluminação que foi refeita, e o texto não diz quem fez. A letra D inventa um número, pela metade, e o texto nem diz que caiu. E a letra E contradiz o verbo voltaram: se voltaram, já tinham usado.
Pulo do gato: Verbos como voltar a, deixar de, continuar e parar de carregam informação escondida sobre o passado. A banca adora explorar isso.
Leia o texto a seguir. “Golpistas têm usado aplicativos de mensagem para se passar por parentes das vítimas. Em geral, dizem que trocaram de número e, logo depois, pedem uma transferência urgente para pagar uma conta. A recomendação das autoridades é simples: antes de enviar qualquer valor, ligue para o número antigo do familiar e confirme a história por voz.” Segundo o texto, a medida recomendada para evitar o golpe é
A pergunta pede a recomendação das autoridades, e o texto anuncia ela com dois-pontos: a recomendação é simples, dois-pontos. Tudo o que vem depois é a medida. Antes de enviar qualquer valor, ligue para o número antigo do familiar e confirme a história por voz.
A letra B é a paráfrase fiel: confirmar a história por ligação para o número antigo do parente. Ligue virou ligação, familiar virou parente. Repare que o texto insiste no número antigo, porque o novo pode ser do golpista.
Por que as outras estão erradas: A letra A propõe bloquear contatos, medida que o texto não recomenda. A letra C contradiz o texto, que fala em qualquer valor, pequeno ou grande. A letra D troca a ligação por pedir foto, e o texto exige confirmação por voz. E a letra E inverte o golpe: quem diz que trocou de número é o golpista.
Pulo do gato: Dois-pontos num texto costumam anunciar uma explicação ou uma enumeração. Quando a pergunta pede uma recomendação, olhe logo depois deles.
Leia o texto a seguir. “Nem todo conflito entre vizinhos precisa terminar em delegacia. Discussões sobre barulho, vaga de garagem ou animais de estimação muitas vezes se resolvem com uma conversa franca ou com a ajuda de um mediador comunitário. Isso não significa, porém, que se deva tolerar ameaças ou agressões: nesses casos, acionar a polícia não é exagero, é proteção.” Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
O texto tem duas partes, e quem separa as duas é a palavra porém. Antes do porém: conflitos comuns, como barulho e vaga de garagem, muitas vezes se resolvem conversando ou com mediador. Depois do porém: ameaças e agressões não se toleram, e chamar a polícia é proteção. Quem atende ocorrência de vizinho sabe bem a diferença entre as duas situações.
A alternativa certa precisa respeitar as duas partes ao mesmo tempo. A letra C faz isso: aceita a conversa nas desavenças comuns, mas apoia chamar a polícia em ameaças ou agressões. Repare que até o mas da alternativa repete o porém do texto.
Por que as outras estão erradas: A letra A ignora a segunda parte: nos casos graves, o texto apoia a polícia. A letra B troca muitas vezes por todo conflito, generalização que o texto não faz. A letra D diz o oposto do texto, que afirma que não é exagero. E a letra E coloca um sempre onde o texto oferece só uma opção: conversa ou mediador.
Pulo do gato: Conectivos de oposição, como porém, mas e contudo, marcam a virada do texto. E palavras como todo, sempre e qualquer quase sempre denunciam a alternativa errada.
Leia o texto a seguir. “Proibir o celular em sala de aula não basta. O aparelho é apenas o sintoma de um problema maior: aulas que não conseguem disputar a atenção dos estudantes. Escolas que transformaram o conteúdo em desafios, debates e projetos relatam menos distração, mesmo sem vetar os aparelhos. A proibição pode até ajudar, mas, sem mudança na forma de ensinar, apenas troca a tela pela janela.” O autor do texto defende que
A tese aparece logo na primeira frase: proibir o celular não basta. Não basta quer dizer que ajuda um pouco, mas não resolve sozinho. Depois o autor explica o motivo: o celular é só o sintoma, e o problema maior são aulas que não prendem a atenção.
E o fecho confirma: a proibição pode até ajudar, mas, sem mudança na forma de ensinar, apenas troca a tela pela janela. Trocar a tela pela janela é uma imagem: o aluno só muda o objeto da distração. Junta as duas pontas e você tem a letra A.
Por que as outras estão erradas: A letra B chama o celular de causa, mas o texto diz que ele é só o sintoma. A letra C diz que a proibição prejudica, e o texto admite que ela pode até ajudar. A letra D exagera com o integralmente, que o texto nunca disse. E a letra E contradiz as escolas que relatam menos distração ao mudar o método.
Pulo do gato: Não basta, sozinho não resolve, é apenas parte: essas expressões indicam que o autor quer algo a mais, não que rejeita aquilo. Segue firme, que você está pegando o jeito.
Leia o texto a seguir. “Na última edição do concurso, muitos candidatos ficaram de fora porque chegaram depois do fechamento dos portões. Para que isso não aconteça com você, confira, na véspera, se o documento de identificação original está na bolsa. Separe duas canetas esferográficas de tinta preta e fabricadas em material transparente. Saia de casa com antecedência, considere o trânsito do horário e desligue o celular antes de entrar na sala.” Quanto à tipologia, o texto é predominantemente
Tipologia é sobre o que predomina, e não sobre o que aparece uma vez. Todo texto mistura um pouco de cada tipo, então o método é simples: olha os verbos. Aqui eles são: confira, separe, saia, considere, desligue. Todos no imperativo, falando direto com você.
Verbo no imperativo, dirigido ao leitor, ensinando o que fazer: isso é texto injuntivo, também chamado instrucional. É o mesmo tipo da receita de bolo, do manual da viatura e do procedimento operacional do batalhão. E a primeira frase, que conta o que aconteceu na última edição? Ela é só o motivo para as instruções. Um trecho narrativo não transforma o texto inteiro em narração.
Por que as outras estão erradas: A letra A é a pegadinha: pegou a primeira frase e esqueceu o resto. A letra B confunde as características das canetas com descrição, mas elas estão dentro de uma ordem. A letra C não tem tese nenhuma para defender. E a letra E erra ao dizer impessoal: o texto fala com você o tempo todo.
Pulo do gato: conte os verbos. Se a maioria está no imperativo, como faça, confira, evite, o texto é injuntivo. Se você acertou, parabéns; se errou, agora não erra mais.
Leia o texto a seguir. “Senhor Comandante, João Pereira da Silva, soldado, matrícula nº 000.000-0, lotado na 2ª Companhia, vem, respeitosamente, solicitar a Vossa Senhoria a concessão de férias referentes ao período aquisitivo de 2025, a serem gozadas a partir de 5 de janeiro. Nestes termos, pede deferimento. Recife, 10 de novembro de 2026.” O texto pertence ao gênero
Gênero textual se reconhece pela função e pelas marcas de forma. Pergunta primeiro: para que esse texto serve? O soldado está pedindo uma coisa, férias, a uma autoridade, o comandante. Só essa pergunta já elimina quase tudo.
Agora as marcas. O interessado se apresenta em terceira pessoa, com nome, cargo e lotação. Vem o verbo do pedido, solicitar, o pronome de tratamento Vossa Senhoria, e o fecho clássico: nestes termos, pede deferimento. Isso é a assinatura do requerimento, um documento que você ainda vai preencher muito na carreira.
Para fechar, compara com os outros gêneros da lista. Cada um tem uma função própria, e só um deles serve para fazer um pedido formal a uma autoridade.
Por que as outras estão erradas: A ata registra o que aconteceu numa reunião. O relatório expõe atividades feitas, para prestar contas. O edital torna públicas regras e convocações. E a circular leva o mesmo aviso a vários destinatários. Nenhum deles é o pedido de um único interessado.
Pulo do gato: Viu o fecho nestes termos, pede deferimento? Marca requerimento sem medo.
Leia o texto a seguir. “O uso de câmeras corporais por agentes de segurança tem dividido opiniões. Há quem as veja como instrumento de vigilância excessiva sobre o trabalho policial. Contudo, os registros em vídeo protegem tanto o cidadão quanto o próprio policial, pois oferecem prova objetiva do que ocorreu durante uma abordagem. Por isso, a adoção do equipamento tende a fortalecer a confiança da sociedade nas instituições.” Quanto à tipologia, o texto é predominantemente
Aqui o caminho é seguir os conectivos, porque eles mostram o esqueleto do texto. Primeiro o autor apresenta a polêmica e a opinião contrária: há quem veja as câmeras como vigilância excessiva. Depois vem o contudo, que rebate essa opinião. Em seguida, o pois traz a justificativa, e o por isso fecha com a conclusão.
Opinião contrária, tese, argumento e conclusão: essa é a estrutura do texto dissertativo-argumentativo. O teste prático é perguntar: o autor quer que eu concorde com alguma coisa? Aqui quer, sim. Ele defende que as câmeras fortalecem a confiança da sociedade.
Por que as outras estão erradas: A pegadinha está na letra E. O texto informa, é verdade, mas toma posição, e o expositivo só explica, sem defender lado. A letra B fala em personagens e sequência de fatos, que não existem aqui. A letra C fala em descrever o equipamento, e ninguém disse cor, tamanho ou formato. E a letra D fala em orientar o uso, mas não há nenhum verbo no imperativo.
Pulo do gato: Expositivo explica; argumentativo explica e quer te convencer. Muita gente erra essa por pressa, então lembra do teste: o autor quer que eu concorde?
Leia o texto a seguir. “Um incêndio atingiu, na madrugada desta terça-feira, um depósito de materiais recicláveis em um bairro da Zona Norte da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas foram controladas em cerca de duas horas e ninguém ficou ferido. A causa do fogo ainda será investigada.” O texto pertence ao gênero notícia. Assinale a alternativa que apresenta uma característica desse gênero presente no texto.
Notícia é o relato de um fato recente, em linguagem objetiva. O primeiro parágrafo, que os jornalistas chamam de lide, responde às perguntas básicas: o quê, quando, onde. Vamos procurar isso no texto, como quem preenche um boletim de ocorrência.
Repara também no tom. Nenhum adjetivo de opinião, nenhum culpado apontado: o texto diz só que a causa ainda será investigada. E a informação sobre as chamas vem atribuída a uma fonte, segundo o Corpo de Bombeiros. Fato recente contado com objetividade: é a cara da notícia.
Por que as outras estão erradas: A letra A fala em opinião sobre os responsáveis, e o texto nem aponta responsável. A letra C descreve outro gênero, a reportagem, que aprofunda o tema com entrevistas e dados. A letra D é coisa de poema. E a letra E, com instruções de prevenção, seria texto injuntivo, como uma campanha educativa.
Pulo do gato: Notícia é curta e objetiva; reportagem aprofunda, com várias fontes e dados. Guarda essa diferença, que ela volta na prova.
Leia o texto a seguir. “A sala tinha paredes altas, pintadas de um verde já desbotado. Junto à janela, uma mesa de madeira escura sustentava pilhas de processos amarelados, e um ventilador de teto girava devagar, sem vencer o calor da tarde.” O tipo textual predominante no trecho é o
Essa é tranquila, mas tem uma armadilha. Pensa assim: o trecho é uma foto ou um filme? Paredes altas, verde desbotado, madeira escura, processos amarelados. São características, adjetivos pintando o ambiente. Nada acontece; a gente só olha a sala.
Agora os verbos: tinha, sustentava, girava. Todos no pretérito imperfeito, que mostra um estado, como as coisas estavam. Na narração você teria ações que se sucedem: entrou, abriu, sentou. E o ventilador girando? Não faz a história andar, só mostra como era a sala.
Por que as outras estão erradas: A letra A é a pegadinha: não há personagem agindo nem sucessão de fatos. A letra B pediria ordens ao leitor. A letra D pediria opinião e argumento. E a letra E pediria a explicação de um conceito, como num livro didático.
Pulo do gato: Descrição é foto, narração é filme. Viu como não era bicho de sete cabeças?
Leia o texto a seguir. “Toda manhã, às seis em ponto, o vendedor de tapioca arma sua banca na esquina da praça. Não precisa de relógio quem mora por ali: o cheiro de coco ralado avisa que o dia começou. Outro dia ele faltou, e o bairro inteiro acordou meio desorientado, como se o sol tivesse se esquecido de nascer.” O texto apresenta características do gênero
Primeiro, qual é o assunto? Um vendedor de tapioca montando a banca. Um fato miúdo, do dia a dia, sem relevância de jornal. Ninguém abriria o noticiário com isso, e é justamente aí que mora a pista.
Agora o tom. O autor brinca: não precisa de relógio, o cheiro de coco avisa. E fecha com um exagero poético: o bairro acordou desorientado, como se o sol tivesse se esquecido de nascer. Fato do cotidiano, olhar pessoal, leveza e lirismo, num texto curto. É a receita da crônica.
Por que as outras estão erradas: A letra B, notícia, exigiria objetividade e fato de interesse público. A letra C, editorial, defenderia a opinião do jornal sobre um tema polêmico. A letra D, verbete, é definição de dicionário. E a letra E, relatório, é impessoal, o oposto desse tom poético.
Pulo do gato: Fato pequeno com tom leve, poético ou bem-humorado: pense em crônica. Português parece decoreba, mas é teste prático, e você acabou de fazer um.
"O sargento Almeida recebeu a denúncia pouco depois das 22h. Sem perder tempo, ele acionou a equipe de apoio, que chegou ao local em menos de dez minutos." No trecho, o pronome relativo "que" retoma
Pronome relativo é um elemento de coesão: ele retoma um termo que veio antes, o antecedente, e abre uma nova oração. O teste prático é trocar o que pelo termo candidato e ler a oração. A pergunta é: quem chegou ao local em menos de dez minutos?
Vamos testar. A denúncia chegou ao local? Não, quem se desloca é gente. O sargento já foi retomado pelo ele, na segunda frase. Agora: a equipe de apoio chegou ao local em menos de dez minutos. Perfeito, faz todo o sentido.
Por que as outras estão erradas: A letra A confunde o relativo com o pronome ele, que é quem retoma o sargento. A letra B não sustenta a ação de chegar. E as letras C e E vêm depois do pronome, e o relativo olha para trás.
Pulo do gato: Troca o que pelo candidato e lê: o que fizer sentido é o antecedente. Simples assim, e serve para qualquer questão de relativo.
"Da nova turma de soldados, o comandante espera apenas isto: disciplina, preparo físico e respeito à população." Quanto aos mecanismos de coesão textual, o pronome "isto", nesse período,
Pergunta para o isto: isto o quê? Olha para trás: da nova turma, o comandante espera. Nada ali diz o que é o isto. Agora olha para a frente, depois dos dois-pontos: disciplina, preparo físico e respeito à população. O conteúdo do isto só aparece depois.
Quando o pronome anuncia algo que ainda vai ser dito, a gente chama de catáfora. Quando retoma o que já foi dito, é anáfora. E repara: a norma-padrão prefere justamente este, esta e isto para antecipar.
Por que as outras estão erradas: A letra A inverte a direção: antes do isto não há nada a retomar. A letra B fala em sinônimo, mas isto é pronome, não palavra de sentido pleno. A letra D fala em omissão, e nada foi omitido. E a letra E trata o isto como conjunção de conclusão, quando ele é pronome demonstrativo.
Pulo do gato: Pronome seguido de dois-pontos e de uma lista é catáfora quase certa. Guardou? Então essa você não erra mais.
"Os soldados chegaram ao quartel às seis horas; os oficiais, às sete." No segundo segmento do período, a vírgula após "os oficiais" assinala um recurso coesivo conhecido como
Lê o segundo pedaço completando o que falta: os oficiais, o quê, às sete? Os oficiais chegaram ao quartel às sete. O verbo chegaram sumiu, e a vírgula depois de oficiais ficou no lugar dele, marcando o buraco.
Omitir um termo que o leitor recupera pelo contexto é elipse. E quando o termo omitido já apareceu antes no texto, como o chegaram da primeira parte, a elipse ganha um nome especial: zeugma. É recurso de coesão, porque evita repetir à toa.
Por que as outras estão erradas: A letra B olha para a frente, e o termo omitido está antes. A letra C fala em trocar por palavra mais geral, e aqui nada foi trocado, foi apagado. A letra D pediria um pronome como eles, que não está lá. E a letra E inventa um contraste: o ponto e vírgula só separa duas informações paralelas.
Pulo do gato: Vírgula no lugar de um verbo que já apareceu é zeugma. Para confirmar, recoloca o verbo e lê de novo. Viu como a pontuação também fala?
"Um cachorro de grande porte invadiu o pátio do batalhão durante a cerimônia de formatura. O animal só foi contido depois de vários minutos de correria." No segundo período, a expressão "O animal" retoma "Um cachorro de grande porte" por meio de
Repara que o autor não repetiu cachorro, nem usou pronome. Ele trocou por outra palavra: animal. E animal é uma palavra mais ampla, que abraça cachorro, gato, cavalo. É o guarda-chuva.
A palavra de sentido geral se chama hiperônimo. A de sentido específico, a que fica embaixo do guarda-chuva, se chama hipônimo. Aqui, a retomada foi feita pela palavra geral: hiperonímia. De bônus, o artigo mudou de um para o, porque o cachorro deixou de ser informação nova.
Por que as outras estão erradas: A letra D é a pegadinha: hipônimo é o específico, o cachorro, e a retomada foi pelo geral. A letra A pediria que nada fosse escrito. A letra B pediria um pronome, como ele. E a letra C, antonímia, é sentido oposto, e animal não é o contrário de cachorro.
Pulo do gato: Hiper é o de cima, o guarda-chuva: animal, veículo, arma. Hipo é o de baixo: cachorro, viatura, pistola.
A coesão referencial falha quando um pronome pode remeter a mais de um antecedente possível, gerando dupla interpretação. Considerando essa informação, assinale a alternativa em que o pronome empregado provoca ambiguidade.
O método é de investigador: para cada pronome, liste os suspeitos, os antecedentes com o mesmo gênero e o mesmo número. Se sobrar um suspeito só, não há ambiguidade. Se sobrarem dois que fazem sentido, achamos o problema.
Vamos à lista. Na letra A, a tenente é feminino, então ele só pode ser o cabo. Na letra C, ela só pode ser a delegacia. Na letra D, o pronome oblíquo masculino, colado em trancou, só pode ser o armário. Na letra E, o relativo retoma a colega, e o pronome oblíquo feminino retoma a viatura.
Agora a letra B: o delegado conversou com o promotor, e ele prometeu concluir o inquérito. Ele quem? Os dois são masculinos, singulares, e qualquer um poderia prometer isso. Aí está a dupla leitura. Para consertar, bastava escrever: e o promotor prometeu concluí-lo.
Por que as outras estão erradas: Recapitulando as outras: em todas, o gênero e o número deixam um antecedente só.
Pulo do gato: Procure dois candidatos com o mesmo gênero e número do pronome. Questão avançada, e você resolveu com método.
Para evitar a repetição no período "A população confia na Polícia Militar e respeita a Polícia Militar", a expressão "a Polícia Militar", em sua segunda ocorrência, deve ser substituída por um pronome. Assinale a alternativa que apresenta a substituição correta, de acordo com a norma-padrão.
Primeira pergunta: a regência. Respeitar é transitivo direto: quem respeita, respeita alguém, sem preposição. Então a Polícia Militar, ali, é objeto direto, feminino singular. Isso já derruba o lhe, que é de objeto indireto, e o ela, pronome reto, que a norma-padrão não aceita como objeto.
Segunda pergunta: como o verbo termina? Se termina em erre, esse ou zê, essa letra cai e o pronome vira la, como em respeitá-la. Se termina em som nasal, vira na, como em respeitam-na. Nos outros casos, entra o pronome puro. Respeita termina em vogal oral, então fica respeita, hífen, a.
Por que as outras estão erradas: A letra A usa lhe, de objeto indireto. A letra B usa na, que só vem depois de som nasal. A letra C usa o pronome reto como objeto, coisa da fala do dia a dia. E a letra E usa la, que só aparece quando cai um erre, esse ou zê, e respeita não termina em nenhum deles.
Pulo do gato: Primeiro a regência, depois a terminação do verbo. Com esse roteiro de duas perguntas, colocação de pronome deixa de ser bicho-papão.
"O laudo pericial confirmou que o veículo apresentava falhas graves nos freios; portanto, o motorista não poderá ser responsabilizado sozinho pelo acidente." Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical, a conjunção "portanto" pode ser substituída por
Primeiro passo de toda questão de conectivo: descobrir o valor do conectivo original. O laudo mostrou falha nos freios. Daí a gente deduz: o motorista não pode ser culpado sozinho. O portanto introduz uma conclusão, uma dedução tirada do que veio antes.
Agora classifica cada opção pelo valor. E cuidado, porque a banca colocou palavras parecidas de propósito. Só uma delas tem o mesmo valor de conclusão, e ela equivale a logo.
Por que as outras estão erradas: A letra A, porquanto, é a pegadinha clássica: soa parecido com portanto, mas significa porque. A letra B, contudo, criaria uma oposição que não existe. A letra C, conquanto, é concessiva, igual a embora, e ainda pediria o subjuntivo. E a letra E, outrossim, só soma, como também.
Pulo do gato: Decora o trio: portanto conclui, porquanto explica, conquanto concede. A banca adora trocar um pelo outro, e agora você não cai mais.
"Ora o comandante elogiava o desempenho da tropa nas operações, ora a repreendia com rigor pelos atrasos na escala de serviço." O par "ora... ora" estabelece, entre as orações do período, relação de
Lê a frase pensando no tempo. Em certos momentos o comandante elogiava; em outros, repreendia. As duas atitudes se revezam, uma dá lugar à outra, como troca de turno no plantão.
Esse revezamento tem nome: alternância. O par ora, ora é conjunção coordenativa alternativa, da mesma família de ou, ou; quer, quer; seja, seja. Quando você vê a mesma palavra abrindo cada oração desse jeito, pensa em alternância.
Por que as outras estão erradas: A letra C é a pegadinha: elogiar e repreender são opostos no sentido, mas quem marca a relação é o conectivo, e oposição pediria mas ou porém. A letra A seria só somar, elogiava e repreendia, sem revezamento. A letra D pediria uma dedução, e a letra E, uma justificativa com pois ou porque.
Pulo do gato: Olha o conectivo, não só o sentido das palavras. Palavras opostas não fazem a relação ser de oposição.
"A equipe não só patrulhou as ruas do bairro durante toda a madrugada, como também orientou os comerciantes sobre medidas de segurança." A correlação "não só... como também" expressa, nesse período, ideia de
Faz o teste da troca. Tira a correlação e coloca um simples e: a equipe patrulhou as ruas e orientou os comerciantes. O sentido básico ficou o mesmo? Ficou. As duas ações aconteceram, uma somada à outra.
Então é adição, com um tempero: o não só, como também dá ênfase à segunda ação, como quem diz, e além disso. Da mesma família: não só, mas também; não apenas, como ainda; tanto, quanto.
Por que as outras estão erradas: A letra A é a armadilha do como: aqui ele faz parte da expressão aditiva e não compara ninguém. A letra B pediria que uma ação fosse o motivo da outra. A letra C pediria que as ações se excluíssem, e as duas aconteceram. A letra D pediria um obstáculo vencido, que não existe.
Pulo do gato: Se der para trocar por e sem perder o sentido básico, é adição. Mais uma ferramenta para o dia da prova.
"O treinamento de sobrevivência na mata foi exaustivo, mas todos os recrutas da turma o concluíram dentro do prazo." Assinale a alternativa que reescreve esse período mantendo a relação de sentido original e a correção gramatical.
Começa pelo original. O treinamento foi exaustivo; o normal seria alguém ficar pelo caminho. Mas todos concluíram. O mas quebra essa expectativa: é oposição, um contraste entre o esforço e o resultado.
Essa oposição pode virar uma oração concessiva, com ainda que, embora, mesmo que. A ideia contrária vai para a concessiva, e o resultado continua de pé. Agora olha o conectivo de cada reescrita: só um mantém o contraste. E repara no verbo: ainda que pede subjuntivo, por isso tenha sido, e não foi.
Por que as outras estão erradas: A letra A faz da exaustão a causa do sucesso, e isso não faz sentido. A letra B transforma um fato em hipótese. A letra D apresenta a conclusão do curso como dedução da exaustão e mata o contraste. E a letra E fala em proporção, como se quanto mais exaustivo, mais gente concluísse.
Pulo do gato: Muita gente erra essa por pressa. Lembra: mas e embora são parentes, só mudam de lugar na frase.
Leia o texto a seguir para responder à questão. Nos últimos anos, o número de ocorrências envolvendo golpes aplicados pela internet cresceu de forma expressiva em todo o estado. Muitas vítimas são pessoas idosas, que nem sempre reconhecem mensagens falsas enviadas por aplicativos. Diante disso, a corporação lançou uma campanha de orientação em escolas, igrejas e associações de bairro, com palestras sobre como identificar e denunciar fraudes. A expressão "Diante disso", que inicia o segundo parágrafo, estabelece com o primeiro parágrafo uma relação de
Separa o que cada parágrafo faz. O primeiro mostra o problema: golpes pela internet crescendo, idosos como vítimas. O segundo mostra a atitude: a corporação lançou uma campanha de orientação. Uma coisa veio por causa da outra.
Agora o teste prático: troca diante disso por por isso, ou por em vista disso. Por isso, a corporação lançou uma campanha. Funciona perfeitamente. Então a expressão introduz uma conclusão, a medida tomada a partir do que foi exposto. E o disso ainda retoma todo o primeiro parágrafo, costurando os dois.
Por que as outras estão erradas: A letra B, oposição, não cabe: a campanha não contraria o problema, responde a ele. A letra C, concessão, seria apesar disso, com ideia de obstáculo. A letra D pediria ora, ora ou ou, ou. E a letra E, adição, é pouco: o segundo parágrafo não apenas soma, ele apresenta a medida tomada por causa do primeiro.
Pulo do gato: Cuidado com a troca que a banca adora: diante disso conclui, apesar disso concede. Uma palavrinha muda tudo.
"A chuva da madrugada foi tão intensa que várias ruas do centro do Recife ficaram completamente alagadas." A oração "que várias ruas do centro do Recife ficaram completamente alagadas" exprime, em relação à anterior, ideia de
Primeiro, ache o par. Na primeira oração tem o tão, intensificando a chuva. Na segunda vem o que. Tão, que: esse par é o sinal clássico de uma oração consecutiva.
Agora pensa como numa ocorrência de alagamento: o que veio primeiro e o que veio depois? A chuva forte é a causa, e está na primeira oração. As ruas alagadas são o efeito, o resultado. A oração destacada é justamente esse efeito: consequência.
Por que as outras estão erradas: A letra A é a pegadinha: a causa existe, mas está na outra oração. A letra C, comparação, pediria tão, quanto ou tão, como. A letra D pediria um objetivo, com para que, e ninguém alagou rua de propósito. E a letra E pediria um obstáculo, com embora.
Pulo do gato: Olha a segunda parte do par: tão, que dá consequência; tão, quanto dá comparação. Bem feito, segue firme.
Considere o período a seguir. "Durante toda a audiência, o sargento permaneceu imóvel como uma estátua, sem demonstrar qualquer reação às acusações." No trecho, a expressão "imóvel como uma estátua" constitui exemplo de
Olha só a palavra que liga o sargento à estátua: como. Os dois têm uma coisa em comum, a imobilidade, e o texto aproxima os dois usando um conectivo comparativo explícito. Quando a semelhança vem marcada assim, com como, tal qual, feito, parece, a figura é a comparação, também chamada de símile.
E qual a diferença para a metáfora, que é a pegadinha clássica? A metáfora também nasce da semelhança, mas corta o conectivo. Se o texto dissesse o sargento era uma estátua, aí sim seria metáfora. Teste prático: procura o como. Achou, é comparação.
Por que as outras estão erradas: A metáfora, letra B, dispensaria o como. Antítese, letra C, junta ideias opostas, e sargento e estátua não se opõem. Metonímia, letra D, troca um termo por outro com o qual tem relação de proximidade, como o autor pela obra. E catacrese, letra E, é usar uma palavra fora do sentido próprio por falta de outra, como pé da mesa.
Pulo do gato: semelhança com conectivo é comparação; semelhança sem conectivo é metáfora. Se você acertou, já tem meio caminho andado nas figuras.
"Na madrugada fria, o vento sussurrava segredos às janelas dos velhos casarões de Olinda, enquanto a cidade dormia." A principal figura de linguagem presente no trecho é a
Pergunta prática: quem sussurra? Gente sussurra. Vento não tem boca, não guarda segredo. Quando o texto dá a um ser inanimado uma ação ou um sentimento que é próprio de pessoa, a figura é a prosopopeia, também chamada de personificação.
E repara que o autor faz de novo no final: a cidade dormia. Cidade não dorme, quem dorme são os moradores. É o mesmo recurso, reforçando a mesma figura. Por isso a banca fala em figura principal: ela domina o trecho inteiro.
Por que as outras estão erradas: Antítese pediria ideias opostas, e não há oposição aqui. Hipérbole é exagero, e ninguém exagerou nada. Ironia é dizer o contrário do que se pensa, o que não acontece. E pleonasmo é repetição de ideia, tipo subir para cima, que também não aparece.
Pulo do gato: Teste que resolve: quem pratica a ação é capaz de praticá-la de verdade? Se não for, e a ação for humana, é prosopopeia. Viu como figura de linguagem é teste prático, não decoreba?
Em uma instrução de tiro, o instrutor perdeu a paciência e disse aos recrutas: "Já expliquei esse procedimento de segurança um milhão de vezes, e vocês continuam errando!" Na fala do instrutor, a expressão "um milhão de vezes" caracteriza a figura de linguagem chamada
Pensa no estande de tiro. O instrutor contou mesmo um milhão de explicações? Claro que não. Ele aumentou o número de propósito, para mostrar o tamanho da irritação. Exagero intencional, para dar ênfase, é hipérbole.
Agora, cuidado com a gradação, que é a pegadinha. Gradação é uma sequência de termos que sobe ou desce de intensidade, tipo: uma faísca, uma chama, um incêndio. Aqui não tem sequência nenhuma, tem um único exagero. Então não é gradação.
Por que as outras estão erradas: Eufemismo, letra A, faz o contrário: suaviza, e o instrutor não suavizou nada. Metonímia, letra C, é troca de termos por proximidade. Gradação, letra D, exige uma sequência. E ironia, letra E, seria dizer o oposto do que pensa, como elogiar a turma logo depois de ela errar tudo.
Pulo do gato: Eufemismo diminui, hipérbole aumenta. Grava esse par, que a banca adora colocar um do lado do outro.
"Depois que a sirene se calou, um silêncio ensurdecedor tomou conta da rua onde, minutos antes, se aglomerava uma multidão de curiosos." Na expressão "silêncio ensurdecedor", ocorre a figura de linguagem denominada
Vamos olhar as duas palavras. Silêncio é ausência de som. Ensurdecedor é um som tão forte que deixa a pessoa surda. As duas ideias se opõem, e o texto não coloca uma de cada lado: ele junta as duas no mesmo termo, dando ao silêncio uma qualidade que contradiz o próprio silêncio.
Aí está o que separa as duas figuras de oposição. Na antítese, os opostos ficam lado a lado e convivem sem contradição: o riso e o choro, o dia e a noite. No paradoxo, também chamado de oxímoro, os opostos se fundem e criam uma afirmação que parece absurda, mas faz sentido: o silêncio era tão pesado que doía no ouvido.
Por que as outras estão erradas: A antítese, letra A, é a pegadinha: tem oposição, mas sem a contradição lógica. Sinestesia, letra B, mistura sentidos diferentes, e aqui é tudo audição. Metáfora, letra C, é semelhança sem conectivo. E a hipérbole, letra D, até lembra exagero, mas o que define a expressão é a contradição entre as palavras.
Pulo do gato: Se a frase parece impossível ao pé da letra, tipo chorar de rir ou silêncio ensurdecedor, pensa em paradoxo. Se errou essa, ótimo: agora você não cai mais.
Em nota oficial, um batalhão comunicou: "Após longa enfermidade, o coronel reformado Antônio Batista nos deixou na manhã de ontem, cercado pelo carinho da família." Ao empregar "nos deixou" no lugar de "morreu", o texto faz uso de
Repara no contexto: uma nota oficial, falando da morte de um coronel, para a tropa e para a família. Morreu é uma palavra dura. Nos deixou diz a mesma coisa de um jeito delicado, respeitoso. Trocar uma expressão pesada ou desagradável por outra mais suave é eufemismo.
O eufemismo aparece muito na linguagem oficial e no dia a dia: descansou, partiu, ou faltar com a verdade no lugar de mentir. Sempre que você sentir que o texto está amaciando uma ideia, a figura é essa.
Por que as outras estão erradas: Ironia, letra A, seria dizer o contrário do que se pensa, com tom de deboche, o que não combina com uma nota de pesar. Hipérbole, letra C, é exagero, o oposto do que foi feito. Pleonasmo, letra D, é repetição de ideia. E catacrese, letra E, é usar uma palavra fora do sentido próprio por falta de termo, como braço da cadeira.
Pulo do gato: Eufemismo é a figura da delicadeza. Pensou em amaciar, pensou em eufemismo.
"Ao entrar no Mercado de São José, a turista sentiu um perfume doce e quente vindo das bancas de especiarias, e logo quis provar tudo." Na expressão "perfume doce e quente", o autor emprega a figura de linguagem conhecida como
Vamos separar por sentido. Perfume a gente percebe pelo olfato. Doce é sabor, sentido do paladar. Quente é temperatura, sentido do tato. São três sentidos diferentes misturados numa única expressão.
Quando o texto cruza sensações de sentidos diferentes, a figura é a sinestesia. O nome já ajuda: sin, de junto, e estesia, de sensação. Outros exemplos: voz macia, cor gritante, olhar frio.
Por que as outras estão erradas: Metonímia, letra B, é troca de um termo por outro próximo, como ler Machado no lugar de ler a obra de Machado. Prosopopeia, letra C, daria ação humana a um ser inanimado, e o perfume não faz nada de humano. Antítese, letra D, pediria ideias opostas, e doce e quente não se opõem. Aliteração, letra E, é repetição de sons de consoante, o que não é o foco aqui.
Pulo do gato: Pergunta mágica: quantos sentidos estão em jogo na expressão? Mais de um, é sinestesia. Mandou bem se foi nessa.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia oficial da língua portuguesa.
Primeira regra de ouro: depois de e, ene, no começo da palavra, usa-se xis. Enxurrada, enxame, enxaqueca, todas com xis. A exceção famosa é quando a palavra vem de outra que já tem cê agá: enchente vem de encher, que vem de cheio. Por isso enchente é com cê agá, e está certinha. E xícara é com xis mesmo.
Agora vamos caçar os intrusos. Na letra B, o verbo mexer apareceu com cê agá, e o certo é com xis. Na letra C, piche, aquela massa preta do asfalto, apareceu com xis, e o certo é com cê agá. Na letra D, salsicha apareceu com xis, e é com cê agá. Na letra E, cachorro apareceu com xis, e também é com cê agá. Sobra a letra A, com as quatro palavras corretas.
Por que as outras estão erradas: Repara no truque da banca: em cada alternativa errada, três palavras estão certas e só uma está grafada errado no meio. Mexer com cê agá na letra B, piche com xis na letra C, salsicha com xis na letra D e cachorro com xis na letra E.
Pulo do gato: Depois de ditongo também vai xis: caixa, peixe, ameixa, rouxinol. Guarda essas duas regras e metade das dúvidas de xis ou cê agá some.
Assinale a alternativa em que a frase está grafada corretamente, de acordo com a norma-padrão.
O teste do mal e do mau é de ouro: troca por bom ou bem. Mau, com u, é o contrário de bom. Mal, com ele, é o contrário de bem. Na letra D: mau comportamento, troca e fica bom comportamento, então é mau com u, certo. Mal recebido, troca e fica bem recebido, então é mal com ele, certo também.
Os outros dois pares também têm teste. A fim de, separado, indica finalidade: dá para trocar por para. Afim, junto, é adjetivo e quer dizer semelhante, com afinidade, como em áreas afins. E senão, junto, troca por a não ser ou por caso contrário. Já se não, separado, troca por caso não.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, mau humor está certo, mas dormiu mau não: o certo é dormiu bem, então mal com ele. Na letra B, estudaram para garantir, finalidade, então a fim de, separado. Na letra C, não fazia outra coisa a não ser estudar, então senão, junto. E na letra E, o contrário é bem informado, logo mal informado, com ele.
Pulo do gato: Mal e mau se resolvem trocando por bem e bom. Português parece decoreba, mas olha aí: é teste prático.
Assinale a alternativa em que o termo grifado em maiúsculas foi empregado corretamente, considerando a distinção entre palavras parônimas.
Parônimos são palavras parecidas na forma e no som, mas com sentidos diferentes. O método: lembrar o sentido e ver se encaixa. Letra A: retificar, com e depois do erre, é corrigir, tornar reto. O comandante corrigiu um horário publicado com erro. Encaixa perfeitamente. Só não confunda com ratificar, com a, que é confirmar.
Agora as outras. Infligir é aplicar castigo; desrespeitar a lei é infringir, com erre. Eminente, com e, é ilustre, elevado; perigo prestes a acontecer é iminente, com i. Descriminar, com e, é tirar o caráter de crime; tratar com preconceito é discriminar, com i. E imergir é afundar; quem sobe à superfície emerge, com e.
Por que as outras estão erradas: Na letra B, o motorista infringiu o código, ou seja, desrespeitou a lei. Na letra C, o perigo era iminente, prestes a acontecer. Na letra D, a lei pune quem discrimina, com i. E na letra E, quem precisa respirar emerge, vem para cima, e não imerge.
Pulo do gato: Para gravar: imergir, com i, é ir para o interior da água; emergir, com e, é sair para o exterior. Esses pares caem em toda prova de polícia.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente eliminou o hífen das locuções de qualquer tipo, ressalvadas algumas exceções consagradas pelo uso. Considerando essa regra, assinale a alternativa em que a palavra ou expressão está grafada em DESACORDO com a ortografia oficial.
Desde o Acordo de mil novecentos e noventa, locução, aquele grupo de palavras ligadas por preposição, perde o hífen. Fim de semana, sem hífen, certinho. Mão de obra também segue a regra e se escreve sem hífen nenhum. Só que a letra C escreveu mão, hífen, de, hífen, obra, do jeito antigo. Essa grafia não vale mais.
E por que pé-de-meia e cor-de-rosa continuam com hífen? Porque o próprio Acordo lista essas duas como exceções consagradas pelo uso, junto com água-de-colônia, arco-da-velha e mais-que-perfeito. E bem-vindo nem é locução: é um composto com o advérbio bem, que mantém o hífen.
Por que as outras estão erradas: Pé-de-meia, na letra A, no sentido de economia guardada, é exceção e mantém o hífen. Fim de semana, letra B, segue a regra e vem sem hífen. Cor-de-rosa, letra D, é exceção prevista no Acordo. E bem-vindo, letra E, mantém o hífen por causa do bem.
Pulo do gato: Regra geral: locução não tem hífen. As exceções são poucas e famosas, e cor-de-rosa e pé-de-meia são as queridinhas das bancas. Se você acertou, mandou bem.
As palavras “café”, “você” e “cipó” recebem acento gráfico pela mesma regra que justifica o acento da palavra:
Primeiro passo de toda questão de acentuação: achar a sílaba tônica, a mais forte. Ca, fé. Vo, cê. Ci, pó. Nas três, a força cai na última sílaba. Então são oxítonas. E a regra diz: levam acento as oxítonas que terminam como café, como você e como cipó, e também as que terminam como armazém e como parabéns.
Agora faz o mesmo com as alternativas. Fá, cil: paroxítona terminada em ele. Lâm, pa, da: proparoxítona. Tá, xi: paroxítona terminada em i. Saúde leva o acento do hiato. E pa, ra, béns: força na última sílaba, oxítona, igualzinho a café.
Por que as outras estão erradas: Repara que fácil e táxi são paroxítonas, lâmpada é proparoxítona, e saúde é acentuada por outra regra, a do hiato. Só parabéns tem a força na última sílaba, como café, você e cipó.
Pulo do gato: Achou a tônica, achou a regra. Antes de decorar terminação, conta as sílabas de trás para frente.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente, de acordo com as regras de acentuação dos hiatos previstas no Acordo Ortográfico vigente.
A regra básica: a vogal i ou a vogal u tônica do hiato leva acento quando fica sozinha na sílaba, ou acompanhada de esse. Sa, í, da. Sa, ú, de. Ba, ú. Ju, í, za. Por isso saída, saúde, baú e juíza têm acento. Mas tem uma trava: se a sílaba seguinte começar com ene agá, não acentua. Rainha não tem acento.
E a novidade do Acordo: numa paroxítona, quando a vogal tônica do hiato vem depois de um ditongo decrescente, ela perde o acento. Em feiura, antes do u vem o ditongo ei, e a palavra é paroxítona. Então feiura se escreve sem acento. Bocaiuva, mesma coisa. Só que, se a palavra for oxítona, com essa vogal no final, o acento fica: Piauí, tuiuiú.
Por que as outras estão erradas: Na letra B, feiura ganhou um acento que caiu com o Acordo. Na letra C, bocaiuva também perdeu o acento. Na letra D, rainha não leva acento, por causa do ene agá. E na letra E, Piauí precisa do acento agudo no i final, porque é oxítona.
Pulo do gato: Três perguntas resolvem qualquer hiato: está sozinho na sílaba? Vem ene agá depois? Tem ditongo antes, numa paroxítona? Viu como dá para ganhar esse ponto com método?
Assinale a alternativa em que o emprego do acento diferencial está de acordo com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente.
O Acordo derrubou vários acentos diferenciais. O verbo parar, na frase a viatura para no sinal, perdeu o acento agudo que tinha antes: hoje se escreve igualzinho à preposição para. E o substantivo pelo, de cachorro, perdeu o acento circunflexo. Então as letras A e B usaram acentos que não existem mais.
Mas alguns diferenciais ficaram, e são obrigatórios. Pôde, no passado, leva circunflexo para se diferenciar de pode, no presente. Na letra D: ontem não pôde, com acento; hoje pode, sem acento. Perfeito. O verbo pôr também mantém o circunflexo, para não confundir com a preposição por. E o plural do verbo ter leva circunflexo: eles têm.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, para, do verbo parar, não tem mais acento. Na letra B, pelo também perdeu o circunflexo. Na letra C, os soldados estão no plural, então o verbo ter leva circunflexo. E na letra E, o recruta vai pôr, verbo, que precisa do circunflexo.
Pulo do gato: Depois do Acordo, sobraram os diferenciais de pôde e de pôr, além do circunflexo de plural em têm e vêm. Para e pelo, nunca mais com acento. Errou? Tranquilo, agora fica gravado.
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas graficamente pela mesma regra.
Mesmo método: achar a tônica. Ár, vo, re. Úl, ti, mo. Pás, sa, ro. Nas três, a força cai na antepenúltima sílaba: são proparoxítonas. E a regra das proparoxítonas é a mais fácil da língua: todas levam acento, sem exceção. Mesma regra para as três palavras.
Agora repara como as outras alternativas misturam regras. Basta uma palavra diferente para derrubar a letra inteira. Por isso, nessa questão, você nem precisa classificar tudo: achou uma palavra fora do padrão, elimina e passa para a próxima.
Por que as outras estão erradas: Letra A: jacaré é oxítona, fácil é paroxítona terminada em ele, e saúde é hiato. Letra B: café é oxítona, lâmpada é proparoxítona, e baú é hiato. Letra C: você e armazém são oxítonas, mas órfão é paroxítona. Letra E: herói tem ditongo aberto, ímã é paroxítona terminada em a com til, e polícia é paroxítona terminada em ditongo.
Pulo do gato: Proparoxítona é o ponto mais fácil da prova: acento sempre. Quando a questão pedir a mesma regra, procura logo o trio de proparoxítonas. Mandou bem se foi direto nela.
Na frase “O soldado entristeceu ao saber da transferência do colega”, a palavra “entristeceu” deriva de um verbo formado pelo processo de:
Vamos desmontar o verbo entristecer. No meio está o radical, triste. Na frente, o prefixo en. No final, o sufixo ecer. Então entraram um prefixo e um sufixo numa palavra primitiva, o adjetivo triste.
Agora o teste que decide. Tira só o sufixo: sobra entriste, que não existe. Tira só o prefixo: sobra tristecer, que também não existe. Se a palavra não sobrevive sem um dos dois, é porque prefixo e sufixo entraram juntos, de uma vez só. Isso é derivação parassintética.
Por que as outras estão erradas: Seria prefixal, letra A, ou sufixal, letra B, se só um dos afixos tivesse entrado. Aglutinação, letra D, é composição, a união de dois radicais com perda de som, como aguardente, e aqui só há um radical. E regressiva, letra E, é quando a palavra encolhe, como combate, que vem de combater.
Pulo do gato: tira um afixo de cada vez. Se nenhuma das sobras existir, é parassintética. Vale para anoitecer, emagrecer, enriquecer, apodrecer.
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra formada por composição por aglutinação.
Composição é juntar dois radicais, e ela tem dois tipos. Na justaposição, as palavras se juntam e cada uma mantém todos os seus sons. Na aglutinação, elas se fundem, e pelo menos uma perde algum som no caminho.
Agora testa. Aguardente: água mais ardente. Cadê o a final de água? Sumiu. Houve perda de som, então é aglutinação. Já girassol é gira mais sol: os dois esses são só ajuste de escrita, o som continua o mesmo. Passatempo, guarda-chuva e pontapé também mantêm as duas palavras inteiras. Tudo justaposição.
Por que as outras estão erradas: Girassol, letra A, é a pegadinha: os dois esses servem só para manter o som de esse entre vogais, nada se perdeu. Passatempo, letra C, e pontapé, letra E, juntaram as palavras inteiras. E guarda-chuva, letra D, é justaposição com hífen.
Pulo do gato: Procura o som que sumiu. Perdeu som, é aglutinação: aguardente, planalto, embora, fidalgo. Não perdeu, é justaposição. Simples assim.
Leia a frase a seguir. “O combate ao crime organizado exige planejamento, inteligência e integração entre as forças de segurança.” O substantivo “combate”, empregado na frase, formou-se pelo processo de:
Primeira pergunta: quem nasceu primeiro, o verbo combater ou o substantivo combate? Combate é o nome da ação de combater. Ele saiu do verbo perdendo a terminação do infinitivo. A palavra nova é menor que a original: ela encolheu.
Quando uma palavra nova surge por redução, perdendo um pedaço em vez de ganhar, temos derivação regressiva. É o caso típico dos substantivos que indicam ação, os deverbais: ataque, de atacar; pesca, de pescar; ajuda, de ajudar. Se o substantivo é a ação do verbo e é menor que ele, desconfia de regressiva.
Por que as outras estão erradas: Sufixal, letra A, exigiria um sufixo acrescentado, como em combatente. Imprópria, letra B, muda a classe sem mudar a forma, como em o olhar. Justaposição, letra C, juntaria dois radicais, e aqui só há um. E hibridismo, letra D, é palavra formada por elementos de línguas diferentes, como automóvel, do grego e do latim.
Pulo do gato: Regressiva é a derivação que encolhe. Verbo que vira substantivo de ação mais curto, é ela. Formação de palavras é sempre assim: desmonta e compara.
Assinale a alternativa em que a palavra escrita em maiúsculas foi formada por derivação imprópria (conversão).
Derivação imprópria é a única que não mexe na forma da palavra. Ela não acrescenta prefixo, não acrescenta sufixo, não corta nada. O que muda é a classe gramatical. A palavra continua igualzinha, mas passa a exercer outra função na frase.
Olha a letra D: o olhar atento da sentinela. Olhar é verbo, no infinitivo. Mas aqui ele vem com artigo, o olhar, e com adjetivo, atento. Virou substantivo sem mudar uma letra. Teste prático: se dá para colocar o artigo na frente, a palavra está funcionando como substantivo.
Por que as outras estão erradas: Pesca, letra A, vem de pescar perdendo a terminação: derivação regressiva. Desobedeceu, letra B, ganhou o prefixo des: derivação prefixal. Rapidamente, letra C, ganhou o sufixo mente: derivação sufixal. E entristeceu, letra E, ganhou prefixo e sufixo juntos: parassintética.
Pulo do gato: Viu como cada alternativa trouxe um processo diferente? A banca montou um resumo da matéria inteira. Imprópria é a que não mexe em nada: o jantar, o porquê, um sim.
Leia a frase a seguir. "Depois do plantão, o jantar foi servido aos policiais no refeitório do batalhão." No contexto, a palavra destacada pertence à classe dos
Calma, Português aqui não é decoreba, é teste prático. A classe de uma palavra não está no dicionário, está no papel que ela faz na frase. Jantar nasceu como verbo: eu janto, tu jantas. Mas olha o que vem antes dela na frase: o artigo. O jantar.
Agora pergunta para o verbo: o que foi servido? O jantar. Então jantar é o núcleo do sujeito, está dando nome a uma coisa, a refeição. Quem dá nome é substantivo. E esse fenômeno, a palavra mudar de classe sem mudar de forma, tem nome: derivação imprópria.
Por que as outras estão erradas: Seria verbo em: os policiais vão jantar cedo, porque aí indica ação. Não é adjetivo, porque não caracteriza nenhum nome: ela é o próprio nome. Não é advérbio, porque não modifica verbo. E não é pronome, porque não substitui nem acompanha substantivo.
Pulo do gato: artigo na frente transforma a palavra em substantivo. O jantar, o porquê, o sim, o amanhã. Se você acertou, parabéns, porque essa cai muito.
Assinale a alternativa em que a palavra destacada, no contexto em que foi empregada, pertence à classe dos adjetivos.
Adjetivo é quem caracteriza um substantivo e concorda com ele. E o teste prático mais rápido é o do plural: passa o substantivo para o plural e vê se a palavra acompanha. Sorriso sincero vira sorrisos sinceros. Mudou junto, então é adjetivo.
Agora olha a armadilha das letras C e D. Falaram alto: alto diz como eles falaram, modifica o verbo. Troca o número do verbo e alto fica parado: falou alto, falaram alto. Custou caro, custaram caro: mesma coisa. Palavra parada junto do verbo é advérbio.
Por que as outras estão erradas: Na letra B, o artigo transformou sincero em substantivo, a pessoa sincera, núcleo do sujeito. Na letra C, alto é advérbio de modo. Na letra D, caro também é advérbio, modificando custou. E na letra E, trabalham é verbo: indica ação e varia em pessoa e tempo.
Pulo do gato: Guarda isso: variou com o substantivo, é adjetivo. Ficou parado junto do verbo, é advérbio. É um teste de dez segundos que salva ponto na prova.
Em relatórios policiais, a palavra "o" aparece com diferentes funções. Assinale a alternativa em que a palavra "o" destacada é um pronome pessoal oblíquo.
Vamos separar os três tipos de ó que a banca adora misturar. O artigo vem grudado num substantivo: o comandante, o documento, o carro. O pronome oblíquo vem grudado no verbo e substitui um nome. E existe ainda o ó que dá para trocar por aquilo: esse é demonstrativo.
Na letra E: a equipe encontrou quem? O suspeito. Para não repetir, a frase troca o suspeito pelo ó, que fica colado no verbo encontrou e funciona como objeto direto. Isso é pronome pessoal oblíquo átono da terceira pessoa.
Por que as outras estão erradas: Nas letras A, B e D, o ó acompanha comandante, documento e carro: é artigo definido. A letra C é a pegadinha: o que mais importa vira aquilo que mais importa. Deu para trocar por aquilo, é pronome demonstrativo, não pessoal.
Pulo do gato: Olha para o vizinho do ó: se é substantivo, é artigo; se é verbo e ele substitui alguém, é oblíquo; se cabe aquilo, é demonstrativo. Com esse método, você não erra mais.
Leia o período a seguir. "Como o trânsito estava parado na avenida principal, a viatura seguiu pelo acostamento até o local da ocorrência." A conjunção destacada estabelece, entre as orações, relação de
O como é um camaleão: muda de valor conforme a frase. Por isso, não decore, troque. Se ele virar já que ou porque, é causa. Se virar conforme, é conformidade. Se virar tal qual, é comparação.
Testa na frase: já que o trânsito estava parado, a viatura seguiu pelo acostamento. Encaixou perfeito, o sentido não mudou. O trânsito parado é o motivo de a viatura ir pelo acostamento. E repara: com valor de causa, o como costuma vir no começo do período, exatamente como aqui.
Por que as outras estão erradas: Comparação seria: corria como um atleta. Conformidade seria: agiu como o regulamento determina, ou seja, conforme. Concessão pede ideia de obstáculo, como embora. E finalidade indica objetivo, para que, e não motivo.
Pulo do gato: Teste da troca: já que, conforme ou tal qual. A que encaixar sem estragar o sentido dá o valor do como. Viu como não era bicho de sete cabeças?
Assinale a alternativa em que a palavra destacada é advérbio de intensidade, modificando um adjetivo e permanecendo invariável.
Advérbio de intensidade é aquele que aumenta ou diminui a força de um adjetivo, e advérbio não varia. O teste aqui é trocar por um pouco. A soldado ficou um pouco preocupada. Encaixou. Então meio é advérbio e intensifica o adjetivo preocupada.
E aqui mora o erro mais comum do dia a dia: falar meia preocupada. Está errado. Mesmo com sujeito feminino, o advérbio fica parado no masculino: ela está meio cansada, elas estão meio nervosas.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, meio quilo é a metade de um quilo: numeral fracionário, que varia, como em meia hora. Na B, bastantes acompanha viaturas, equivale a muitas, e concorda: pronome indefinido. Na C, mesma reforça tenente e concorda com ele: pronome demonstrativo de reforço. Na E, só quer dizer sozinho e caracteriza vigia: é adjetivo, os vigias estavam sós.
Pulo do gato: Cabe um pouco? Advérbio, não varia. Cabe metade de? Numeral, concorda. Simples assim, e você já está um passo à frente de muita gente.
Assinale a alternativa em que a conjunção coordenativa destacada expressa ideia de oposição (valor adversativo).
Adversativa é a conjunção da quebra de expectativa: a primeira oração cria uma ideia e a segunda vem contra. A turma é conhecida: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto. Na letra A, o plano era bom, então você espera que dê certo. Porém faltaram recursos. Quebrou a expectativa: oposição.
Agora cuidado com a letra E, que é a pegadinha clássica. Tem mas, só que é mas também, em par com não só. Esse par não opõe nada: ele soma. O recruta treinou e, além disso, venceu. É correlação aditiva.
Por que as outras estão erradas: Na letra B, pois depois de uma ordem justifica o pedido: explicativa. Na C, logo traz a conclusão do fato anterior: conclusiva. Na D, ou, ou apresenta opções que se excluem: alternativa. E na E, como você viu, a ideia é de soma: aditiva.
Pulo do gato: Olhe sempre o par completo. Mas sozinho é adversativo; não só, mas também, é aditivo. Se errou por causa do mas, ótimo: agora você não cai mais.
Leia o anúncio afixado no mural de um batalhão. "Vendem-se viaturas usadas em bom estado de conservação." No contexto, o vocábulo "se" destacado é classificado como
Para classificar o se, a primeira pergunta é sempre sobre o verbo. Vender é transitivo direto: quem vende, vende alguma coisa, sem preposição. E viatura não vende nada; ela é vendida. Já dá para sentir a voz passiva aí, não dá?
O teste é passar para a passiva analítica, com o verbo ser. Vendem-se viaturas vira viaturas são vendidas. Funcionou. Então o se é partícula apassivadora, viaturas usadas é o sujeito paciente, e é por isso que o verbo está no plural, concordando com ele.
Por que as outras estão erradas: Condicional seria: se chover, o desfile é adiado. Índice de indeterminação aparece com verbo que pede preposição, como precisa-se de viaturas, e o verbo fica no singular. Reflexivo exigiria as viaturas fazendo a ação nelas mesmas, o que não faz sentido. E parte integrante só existe em verbo que não vive sem o se, como arrepender-se; vender vive muito bem sozinho.
Pulo do gato: Verbo transitivo direto mais se é voz passiva sintética. Se der para virar são vendidas, o se é apassivador. Pronto, mais uma que você não erra mais.
Leia o período a seguir. "Na entrevista coletiva, o comandante afirmou que a operação no Agreste foi um sucesso." O vocábulo "que" destacado classifica-se como
Tem dois testes que resolvem quase toda questão de que. Primeiro: troca o que por o qual. Se der, é pronome relativo. Segundo: troca a oração inteira, do que até o fim, por isso. Se der, é conjunção integrante.
Vamos aplicar. O comandante afirmou o qual a operação? Não faz sentido nenhum. Agora: o comandante afirmou isso. Perfeito. A oração inteira é o que foi afirmado, o objeto direto de afirmou. Então é oração subordinada substantiva objetiva direta, e o que é conjunção integrante.
Por que as outras estão erradas: Não é relativo, porque não retoma nenhum termo anterior e não aceita o qual. Não é consecutivo, porque não tem tão nem tanto antes, e não há consequência. Não é advérbio, porque não intensifica nada. E não é causal: a oração não dá motivo, ela completa o verbo.
Pulo do gato: Verbo como afirmar, dizer, saber, esperar, seguido de que: troca por isso. Encaixou, é integrante. Grava esse teste, porque ele aparece em toda prova.
Em depoimentos e boletins de ocorrência, o vocábulo "se" assume diversas funções. Assinale a alternativa em que ele é conjunção subordinativa integrante.
O se integrante é primo do que integrante: ele também abre uma oração que completa o verbo. E o teste é o mesmo: troca a oração por isso. Na letra A: o delegado perguntou isso à vítima. Encaixou. O que ele perguntou? Se havia testemunhas.
Repara no tipo de verbo: perguntar, saber, verificar, indagar. Depois deles, o se costuma introduzir uma pergunta indireta. É exatamente isso que a banca quer que você reconheça.
Por que as outras estão erradas: Na letra B, o se traz a condição para o adiamento: conjunção condicional. Na C, alugar é transitivo direto e a sala é alugada: partícula apassivadora. Na D, precisar pede a preposição de: índice de indeterminação do sujeito. E na E, o soldado feriu a si mesmo: pronome reflexivo.
Pulo do gato: Se depois de verbo de perguntar ou de saber, com a oração virando isso, é integrante. Viu? Cinco funções, cinco testes, nenhum mistério.
Assinale a alternativa em que o vocábulo "se" atua como índice de indeterminação do sujeito, segundo a gramática normativa.
Índice de indeterminação do sujeito tem uma marca registrada: preposição logo depois do verbo. Trata-se de, precisa-se de, obedece-se a. Com verbo que não é transitivo direto, o se não forma passiva; ele esconde quem pratica a ação, e o verbo fica no singular.
Na letra E: trata-se de casos graves. Olha o de ali. Casos graves não é sujeito, é complemento com preposição. Por isso é errado dizer tratam-se de casos, no plural. O verbo fica no singular, mesmo com plural depois.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, consertar é transitivo direto: rádios são consertados, e o se é partícula apassivadora. Na B, um abraçou o outro: pronome recíproco. Na C, arrepender-se só existe com o se: parte integrante do verbo. E na D, o se abre o complemento de sabe: conjunção integrante.
Pulo do gato: Viu preposição depois do verbo com se? Índice de indeterminação e verbo no singular. Essa é daquelas que, depois que você aprende, nunca mais esquece.
Considerando a função do pronome "se" e a concordância verbal dela decorrente, assinale a alternativa que está de acordo com a norma-padrão.
Aqui você usa duas perguntas, nessa ordem. Primeira: tem preposição depois do verbo? Se tem, o se é índice de indeterminação, e o verbo fica no singular, sempre. Segunda: não tem preposição? Então o substantivo que vem depois é o sujeito, e o verbo concorda com ele.
Vamos à letra C. Compraram-se novos coletes. Comprar é transitivo direto, sem preposição. O teste da passiva: novos coletes foram comprados. Coletes é sujeito paciente, no plural, e o verbo vai ao plural. Perfeito. Olha na tabela como cada frase se comporta.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, precisar pede de: o certo é precisa-se de voluntários, no singular. Na B, alugar é transitivo direto e apartamentos é sujeito: alugam-se apartamentos. Na D, obedecer pede a: obedeceu-se às ordens, no singular. E na E, as correções é sujeito: fizeram-se as correções.
Pulo do gato: Preposição depois do verbo, singular. Sem preposição, o verbo concorda com quem vem depois. Duas perguntas e a questão está resolvida.
Leia o período a seguir. "O barulho da festa na vizinhança era tanto que ninguém no alojamento conseguia dormir." O vocábulo "que" destacado introduz oração de valor
Olha o que vem antes do que: tanto. Essa é a pista. Quando aparece tão, tanto, tal ou tamanho antes, e o que vem depois, a segunda parte traz o resultado da primeira. Isso é oração consecutiva.
Monta a cadeia de causa e efeito. O barulho excessivo é a causa. Ninguém conseguir dormir é a consequência. E a oração que o que introduz é justamente a do efeito. Quem já tirou plantão em alojamento com festa na rua sabe bem como é.
Por que as outras estão erradas: Não é causal: a causa, o barulho, está na oração principal; a do que traz o efeito. Comparativa pediria mais do que ou tanto quanto, comparando dois termos. Final seria para que ninguém dormisse, um objetivo. E concessiva traria obstáculo: embora houvesse barulho, todos dormiram.
Pulo do gato: Viu tão, tanto, tal ou tamanho antes e um que depois? Pode marcar consecutiva com confiança.
Durante a ronda, um cabo anotou cinco frases em seu caderno. Assinale aquela em que o acento grave indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão.
Português parece decoreba, mas crase é teste prático. Crase é a fusão de duas coisas: a preposição a, que algum termo exige, com o artigo feminino a. Faltou uma das duas, não tem acento grave. E o teste mais rápido é trocar a palavra por uma masculina: se aparecer ao, tem crase.
Agora olha a letra D. Quem faz referência, faz referência a alguma coisa: aí está a preposição. E normas pede o artigo as, as normas. Preposição a mais artigo as dá às, com acento grave. No masculino, fez referência aos regulamentos: virou aos, crase certa.
Por que as outras estão erradas: As outras caem nos casos proibidos. Letra A: mecânicos é masculino, então fica a mecânicos, sem acento. Letra B: antes de verbo não tem crase, começou a redigir. Letra C: pronome de tratamento não aceita artigo, a Vossa Senhoria, sem acento. Letra E: entre palavras repetidas não tem crase, frente a frente.
Pulo do gato: Guarda os cinco proibidos: antes de palavra masculina, de verbo, de pronome de tratamento, de pronome pessoal e entre palavras repetidas. Errou? Agora já tem a lista.
Na frase "A reunião do batalhão foi marcada para começar ___ 14h e terminar ___ 18h, mas acabou adiada ___ pedido do comando", as lacunas são preenchidas, correta e respectivamente, por:
Começa pelas horas. Hora exata leva crase, porque por trás dela existe a palavra horas, feminina, com artigo: as catorze horas. Começar a, com preposição, mais as catorze horas, dá às, com acento. Quer confirmar? Troca por uma hora masculina: começar ao meio-dia; virou ao, então tem crase, e o mesmo vale para terminar às dezoito horas.
Agora a terceira lacuna, antes de pedido. Pedido é palavra masculina, e antes de masculino não existe artigo feminino para fundir. Então fica a pedido, sem acento nenhum. É expressão fixa, igual a prazo e a partir de.
Por que as outras estão erradas: A letra B esqueceu a crase da primeira hora. A letra C esqueceu a da segunda hora e ainda pôs acento antes de pedido. A letra D acerta os dois horários, mas tropeça no a pedido. E a letra E tira a crase das duas horas e ainda acentua o pedido.
Pulo do gato: Hora exata leva crase: às catorze horas, à meia-noite. Antes de palavra masculina, como pedido, nada de acento. Pensa no plantão: entra às dezenove horas, sai ao meio-dia.
Uma soldado revisava um texto de instrução e encontrou um erro no uso da crase. Assinale a alternativa em que o acento grave foi empregado de forma INCORRETA.
Questão que pede o incorreto pega muita gente por pressa. Calma: o teste é o de sempre, troca a palavra por uma masculina. Se virar ao, a crase está certa; se não existe artigo ali, o acento está sobrando.
Vamos uma por uma. Assistir, no sentido de ver, pede a preposição a: assistiu à palestra, como assistiu ao jogo. Às vezes é locução feminina de tempo e leva crase. Destinado às candidatas vira destinado aos candidatos, e referiu-se àquela junta a preposição com o a de aquela. Já pé é masculino: não existe artigo feminino ali.
Então o erro está na letra E: o a antes de pé ganhou acento grave, e não podia. O certo é a pé, sem acento, igual a voltou a cavalo.
Por que as outras estão erradas: As outras quatro estão com a crase certa, e por isso ficam de fora: assistiu à palestra, às vezes, destinado às candidatas e referiu-se àquela.
Pulo do gato: Modo com palavra masculina não leva crase: a pé, a cavalo, a lápis. Errou essa? Agora não erra mais.
Em alguns contextos, o acento indicativo de crase é opcional. Assinale a alternativa em que o acento grave poderia ser retirado sem desrespeitar a norma-padrão.
A crase depende do artigo. Então ela só fica opcional onde o próprio artigo é opcional. E tem um lugar clássico para isso: antes de pronome possessivo feminino no singular, como minha, sua, nossa. Você pode dizer a sua equipe ou só sua equipe, e as duas formas estão certas.
Aplicando na letra C: pediu desculpas à sua equipe, com acento, ou a sua equipe, sem acento. Os dois jeitos respeitam a norma. É exatamente o que a questão procura.
Por que as outras estão erradas: Nas outras, a crase é obrigatória. Letra A: enviar a, mais a Secretaria. Letra B: à noite é locução adverbial feminina de tempo. Letra D: chegar a, mais a cidade. Letra E: visita a, mais aquele, vira àquele, e essa fusão não é opcional.
Pulo do gato: Três casos de crase facultativa: antes de possessivo feminino no singular, antes de nome próprio feminino de pessoa e depois de até. Guarda esses três e a banca não te pega.
Um grupo de policiais pernambucanos viajará em missão para diversos destinos. Assinale a alternativa cuja frase emprega corretamente o acento grave antes do nome de lugar.
Com nome de lugar, o teste é a frase famosa: vou a, volto da, crase há; vou a, volto de, crase pra quê? Você troca o verbo por voltar. Se sair volto da, o lugar aceita artigo, e tem crase. Se sair volto de, não tem artigo, e não tem crase.
Agora testa cada destino. Volto da Bahia: tem o da, então irá à Bahia, com acento. Volto de Caruaru, volto de Portugal, volto de Olinda, volto de Brasília: tudo com de, sem artigo. Nesses quatro, o acento grave está sobrando.
Por que as outras estão erradas: Letra B: volto de Caruaru, então seguirá a Caruaru, sem acento. Letra C: volto de Portugal, viajarão a Portugal. Letra D: volto de Olinda, retornou a Olinda; só teria crase se o nome viesse especificado, como à Olinda dos casarões. Letra E: volto de Brasília, chegou a Brasília.
Pulo do gato: Esse versinho vale para qualquer cidade, estado ou país. E fica o detalhe: se o lugar vier especificado, como a Olinda dos casarões, o artigo aparece e a crase volta. Viu como não era bicho de sete cabeças?
Na frase "A operação ___ o comandante se referiu foi ajustada ___ medida que ___ equipes chegavam ao local", as lacunas são preenchidas, correta e respectivamente, por:
Primeira lacuna. Quem se refere, se refere a alguma coisa: aí está a preposição. E ela vai para antes do pronome relativo a qual, que retoma operação. Troca por masculino: o plano ao qual o comandante se referiu. Virou ao qual, então é à qual, com acento.
Segunda lacuna: à medida que é locução que indica proporção, e se escreve sempre com acento grave. Terceira lacuna: quem chegava? As equipes. É o sujeito de chegavam, e sujeito não recebe preposição. Então ali só tem o artigo, as, sem acento.
Por que as outras estão erradas: A letra A erra as duas primeiras e ainda acentua o sujeito. A letra B esquece a crase de à medida que. A letra C esquece a crase de à qual. A letra D acerta as duas primeiras, mas põe acento no sujeito, as equipes.
Pulo do gato: Antes de a qual ou as quais, troca o antecedente por um masculino: se surgir ao qual, use à qual. E sujeito nunca leva crase. Questão de três lacunas parece grande, mas é uma de cada vez.
Em "O sargento fez um elogio à soldado Mariana diante de toda a tropa", o emprego do acento grave se justifica porque
Crase sempre tem dois ingredientes. Primeiro, a preposição: quem faz um elogio, faz um elogio a alguém. Quem pede a preposição é o substantivo elogio, e não o verbo fazer. Fazer é transitivo direto: fez o quê? Um elogio.
Segundo ingrediente, o artigo. Soldado é substantivo comum de dois gêneros: quem mostra se é homem ou mulher é o artigo. Como é a Mariana, fica a soldado, e preposição mais artigo dá à, com acento. No masculino seria elogio ao soldado Mário, prova de que a crase está certa.
Por que as outras estão erradas: Letra A: soldado é comum de dois gêneros, e a crase depende da palavra logo depois do a, não de Mariana. Letra C: antes de nome feminino de pessoa a crase é facultativa, e o acento nem está antes de Mariana. Letra D: não há locução, é complemento de elogio. Letra E: fazer é transitivo direto.
Pulo do gato: A soldado, a policial, a agente: com substantivo comum de dois gêneros, o artigo feminino existe. Teve preposição antes, tem crase. Agora você sabe escrever o elogio.
Assinale a alternativa em que AMBOS os acentos graves indicativos de crase estão empregados conforme a norma-padrão.
Questão de ambos corretos tem macete: procura o erro de cada frase. Quase sempre uma crase está certa e a outra cai num caso proibido.
Na letra A, cargo é masculino. Na letra B, ela é pronome pessoal, e pronome pessoal não aceita artigo. Na letra C, pé é masculino. Na letra E, o demonstrativo esta não aceita artigo, então é refiro-me a esta, sem acento.
Sobra a letra D. Obedecer pede a preposição a, e ordens vem com artigo as: obedeço às ordens, como obedeço aos regulamentos. E hora exata leva crase: chego às sete horas, como chego ao meio-dia. As duas certinhas.
Por que as outras estão erradas: Letra A: a cargo, sem acento, porque cargo é masculino. Letra B: a ela, sem acento, porque é pronome pessoal. Letra C: a pé, sem acento, masculino de novo. Letra E: a esta, sem acento, porque o demonstrativo esta não aceita artigo.
Pulo do gato: Masculino, pronome pessoal e os demonstrativos esta e essa derrubam três alternativas de cara. Era a mais difícil do bloco; chegou aqui, está pronto.
Assinale a alternativa em que a frase, iniciada por verbo no futuro do presente, apresenta colocação do pronome "nos" de acordo com a norma-padrão.
Português parece decoreba, mas aqui é lógica. Duas regras derrubam quase tudo. Primeira: pela norma-padrão, não se começa frase com pronome oblíquo átono. Segunda: verbo no futuro do presente, terminado em rá, ou no futuro do pretérito, terminado em ria, não aceita ênclise, que é o pronome depois do verbo.
Então o verbo abre a frase: a próclise está proibida, e a ênclise também. Sobra a mesóclise: o pronome entra no meio do verbo. Você pega o infinitivo inteiro, receber, coloca o pronome, e depois a terminação do futuro. Fica receber, hífen, nos, hífen, á.
Por que as outras estão erradas: A letra A começa a frase com o pronome: não pode. A letra B faz ênclise com o futuro, receberá, hífen, nos: é desvio. A letra C erra duas vezes: ênclise ao futuro e ainda sem o hífen. E a letra D até tenta a mesóclise, mas corta o verbo errado: o pedaço da frente tem que ser o infinitivo inteiro, receber, e não recebe.
Pulo do gato: Futuro sem palavra atrativa: infinitivo, pronome, terminação. Far se á, dir lhe ia, receber nos á. Treina falando em voz alta, que fixa rapidinho.
Na frase "Aqui se faz a escala de serviço da companhia de policiamento", o pronome "se" aparece antes do verbo. Essa próclise é justificada pela presença de
Próclise é o pronome antes do verbo, e ela acontece quando tem uma palavra atrativa puxando o pronome. As principais: palavra negativa, pronome relativo, pronome indefinido, conjunção subordinativa e advérbio. Pensa nelas como ímãs.
Na frase, quem está antes do verbo é aqui. Aqui indica lugar: é advérbio de lugar. Colado no verbo, sem vírgula, ele atrai o pronome: aqui se faz. Agora, se houvesse uma vírgula depois de aqui, a pausa quebraria o ímã, e a forma seria: aqui, vírgula, faz-se a escala.
Por que as outras estão erradas: Não tem conjunção coordenativa antes do verbo, e conjunção coordenativa nem é fator de próclise. Também não aparece pronome relativo, como que ou o qual. Não há palavra negativa, como não, nunca, jamais. E aqui não é pronome indefinido, como tudo, ninguém ou alguém.
Pulo do gato: Advérbio sem vírgula atrai; advérbio com vírgula, não. Essa vírgula vale ponto na prova.
Leia as frases a seguir, sobre a rotina de um batalhão, e assinale aquela que respeita a norma-padrão quanto à colocação do pronome oblíquo átono.
Método de policial: antes de olhar o pronome, procura o suspeito, que é a palavra atrativa antes do verbo. Se ela estiver lá, o pronome tem que vir antes do verbo. Repara que as cinco frases usam ênclise, o pronome depois. Então a pergunta é: em qual delas não existe ímã nenhum?
Vamos caso a caso. Na letra A, tem o pronome relativo que. Na B, a conjunção embora. Na D, a conjunção quando. Na E, o pronome indefinido tudo. Quatro ímãs, quatro erros. Na letra C, antes do verbo só está o sujeito, os candidatos convocados, um substantivo, que não atrai nada. Então apresentaram-se, com ênclise, está correto.
Por que as outras estão erradas: As formas certas seriam: que me entregou o mandado; embora se esforçasse muito; quando nos viu; e tudo se fez conforme o planejado.
Pulo do gato: Achou palavra atrativa, puxa o pronome para antes do verbo. Não achou, a ênclise está liberada. Você acabou de resolver uma questão de nível intermediário sem mistério nenhum.
Assinale a alternativa em que a colocação do pronome oblíquo átono na locução verbal contraria a norma-padrão da língua portuguesa.
Locução verbal é auxiliar mais verbo principal. E a regra muda conforme a forma do principal. Se ele está no infinitivo ou no gerúndio, o pronome pode ir depois dele: vai encontrar-se, posso informar-lhe. Mas se o principal está no particípio, como apresentado ou preparado, o pronome nunca vem depois dele.
Agora a letra B: tinham apresentado-se. O se está grudado no particípio apresentado. Isso não existe na norma-padrão. O certo é ligar o pronome ao auxiliar: tinham-se apresentado, ou então, se tinham apresentado.
Por que as outras estão erradas: As outras estão todas certas. Na letra A, o pronome está ligado ao auxiliar havia, antes do particípio: aceito. Na C, vai encontrar-se, com infinitivo, pode. Na D, ninguém é palavra atrativa e puxa o pronome para antes do auxiliar. E na E, mesmo com o não, a norma aceita o pronome depois do infinitivo da locução.
Pulo do gato: Particípio não aceita pronome depois dele. Tinha-se formado ou se tinha formado; nunca o pronome grudado depois de formado. Gravou? Então essa você já ganhou.
Considerando as regras de próclise, ênclise e mesóclise, assinale a alternativa cuja frase está de acordo com a norma-padrão.
Vamos por ordem de prioridade. Primeiro: tem palavra atrativa antes do verbo? Se tem, próclise, e ela vence até a mesóclise. Segundo: não tem palavra atrativa e o verbo está no futuro? Mesóclise. E ênclise com futuro, nunca.
Letra D: talvez é advérbio, palavra atrativa, e o pronome veio antes: talvez se realizasse. E o verbo está no pretérito imperfeito do subjuntivo, que não pede mesóclise. Tudo certo por aqui.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, jamais é negativa e atrai: o certo é jamais se faria. Na B, futuro do pretérito abrindo a oração pede mesóclise: far se ia a perícia. Na C, o mesmo problema: informar lhe ia o novo horário. E na E, ninguém atrai o pronome: ninguém lhe diria a verdade.
Pulo do gato: Mesóclise só aparece quando não há palavra atrativa. Tem não, jamais, ninguém, talvez? O pronome vai para antes do verbo, mesmo no futuro. Se você chegou até aqui acertando, colocação pronominal já não te assusta mais.
Na frase "Soldado, apresente-se ao comandante da companhia imediatamente", a vírgula foi empregada para
Quem fala aqui está chamando alguém, e termo que serve para chamar o interlocutor é o vocativo. O vocativo vai sempre separado por vírgula, no começo, no meio ou no fim da frase. Teste prático: dá para colocar um ó antes? Ó soldado, apresente-se: deu certo, é vocativo.
E o sujeito? O verbo apresente-se está no imperativo, e o sujeito é você, que fica oculto. Soldado não é o sujeito, é só o chamado. Se fosse sujeito, aliás, a vírgula estaria errada, porque não se separa o sujeito do verbo.
Por que as outras estão erradas: Letra A: soldado não é sujeito, e vírgula entre sujeito e verbo seria erro. Letra C: aposto explica outro termo, e aqui nenhum termo está sendo explicado. Letra D: nenhum verbo foi omitido. Letra E: só existe uma oração, com o verbo apresente-se.
Pulo do gato: Chamou alguém, pôs vírgula. Se cabe o ó antes, é vocativo. Pontuação parece detalhe, mas a banca adora.
No período "Olinda, cidade vizinha ao Recife, recebe milhares de turistas durante o Carnaval", as vírgulas foram empregadas para isolar
Olha o trecho entre as vírgulas: cidade vizinha ao Recife. Ele fala de quem? De Olinda. Ele explica o que é Olinda. Termo que explica outro termo, logo depois dele, é o aposto explicativo, e vem entre vírgulas.
Teste prático: tira o trecho. Olinda recebe milhares de turistas durante o Carnaval. A frase continua completa, só perdeu a explicação. E repara: as vírgulas são duas, uma abrindo e outra fechando, para não separar o sujeito, Olinda, do verbo recebe.
Por que as outras estão erradas: Letra A: ninguém está sendo chamado, então não é vocativo. Letra B: o trecho não indica tempo, lugar nem modo. Letra C: não tem verbo nem pronome relativo, então não é oração. Letra E: não aparece isto é, ou seja, nem por exemplo.
Pulo do gato: Se o trecho explica o termo de antes e pode sair sem quebrar a frase, é aposto, e vai entre vírgulas. Mais uma no bolso.
Considere as frases a seguir, sobre uma convocação no batalhão. I. Os policiais que estavam de folga foram convocados para a operação.
II. Os policiais, que estavam de folga, foram convocados para a operação. Assinale a alternativa correta quanto ao efeito da pontuação nessas frases.
Sem vírgula, a oração que estavam de folga é adjetiva restritiva: ela separa um grupo. No batalhão tem policial de serviço e policial de folga, e só os de folga foram convocados. Teste prático: cabe trocar por só aqueles que.
Com vírgulas, a mesma oração vira adjetiva explicativa: ela não separa ninguém, só acrescenta uma informação sobre todos. Todos os policiais citados estavam de folga, e todos foram convocados. A vírgula mudou o sentido da frase.
Por que as outras estão erradas: Letra A: as vírgulas mudam o sentido, então não são opcionais. Letra B: inverteu os sentidos. Letra D: a explicativa vai justamente entre vírgulas, a frase dois está certa. Letra E: na frase dois a oração é explicativa.
Pulo do gato: Sem vírgula, restringe: só aqueles que. Com vírgulas, explica: todos, e por sinal. É uma das favoritas da banca.
Leia o período: "O sargento distribuiu as tarefas: o cabo Silva ficaria na portaria; o soldado Lima, na viatura; a soldado Costa, no rádio." Sobre a pontuação desse período, é correto afirmar que
Vamos sinal por sinal. Os dois-pontos anunciam um desdobramento: o sargento distribuiu as tarefas, e quais são? Vêm logo depois, item por item. E o ponto e vírgula separa esses itens, justamente porque eles já têm vírgulas por dentro.
Agora as vírgulas depois de Lima e de Costa. Lê completando: o soldado Lima ficaria na viatura, a soldado Costa ficaria no rádio. O verbo ficaria já apareceu no primeiro item e foi omitido nos outros. A vírgula marca esse buraco do verbo, e o nome disso é zeugma.
Por que as outras estão erradas: Letra B: ponto de exclamação encerra frase, não separa itens. Letra C: essas vírgulas marcam o verbo omitido, não são desvio. Letra D: dois-pontos podem, sim, introduzir orações. Letra E: os itens são coordenados, não subordinados.
Pulo do gato: Vírgula onde falta um verbo que já foi dito é a vírgula de zeugma: eu fiquei na portaria; ele, vírgula, na viatura. Ponto fácil na prova.
Assinale a alternativa em que a vírgula antes da conjunção "e" se justifica por separar orações coordenadas com sujeitos diferentes.
Em regra, não se usa vírgula antes da conjunção e. Mas ela é aceita em três situações clássicas: sujeitos diferentes, conjunção com valor de mas, e polissíndeto, que é a repetição da conjunção para dar ênfase. A questão quer só o primeiro motivo.
Então pergunta, em cada frase, quem faz a ação de cada lado. Na letra E, quem estudou foi o soldado, e quem revisou foi o cabo. Sujeitos diferentes, e a vírgula ainda evita que alguém leia a legislação e o cabo, como se o cabo também tivesse sido estudado.
Por que as outras estão erradas: Letra A: o sujeito é sempre o recruta; a vírgula é do polissíndeto. Letra B: o sujeito é o mesmo, e a conjunção tem valor de mas: trabalhou, mas não concluiu. Letra C: nem há duas orações; a vírgula corta o sujeito composto, e isso é erro. Letra D: o delegado faz as duas ações.
Pulo do gato: Antes da conjunção e, a vírgula só entra com motivo: sujeito novo, valor de mas ou polissíndeto. Errou essa? Ótimo, agora não erra mais.
Considere o período: "O policial chegou ao local da ocorrência e, apesar da chuva forte, conseguiu isolar a área antes da chegada da perícia." Assinale a reescrita que preserva o sentido original e está pontuada de acordo com a norma-padrão.
Duas regras resolvem tudo. Primeira: não se separa o sujeito do verbo, nem um nome do seu complemento, com vírgula. Segunda: termo intercalado, como esse apesar da chuva forte, que é um adjunto adverbial deslocado, funciona como parênteses: abriu vírgula, tem que fechar.
Agora passa as cinco nessa peneira. A letra A abre a vírgula e não fecha. As letras B e C põem vírgula entre o policial e chegou, separando sujeito e verbo. A letra E separa chegada do seu complemento, da perícia. Sobra a letra D.
Na letra D, apesar da chuva forte só mudou de lugar: foi para depois de conseguiu, entre duas vírgulas, uma abrindo e outra fechando. Continua ligado à ação de isolar a área, então o sentido é o mesmo.
Por que as outras estão erradas: Letra A: falta a vírgula depois de forte. Letra B: vírgula entre sujeito e verbo. Letra C: mesmo erro, e a concessão passa a valer também para a chegada. Letra E: a vírgula separa chegada de da perícia.
Pulo do gato: Termo intercalado é parênteses: abriu a vírgula, fecha. Vírgula de um lado só é erro certo. Acertou essa? Sua pontuação está afiada.
Em frases com o sujeito posposto ao verbo, é comum o redator deixar o verbo no singular por descuido. Considerando essa situação, assinale a alternativa redigida conforme a norma-padrão quanto à concordância verbal.
Olha só a armadilha. Quando o sujeito vem depois do verbo, o ouvido se engana e deixa tudo no singular. O método é simples: coloca a frase na ordem direta, sujeito primeiro, verbo depois. Aí a concordância salta aos olhos.
Faz isso com cada uma. Os novos fardamentos chegaram. Dois acidentes aconteceram. Novas provas surgiram. Duas avaliações faltam. Em todas, o sujeito é plural e o verbo foi deixado no singular. Só na frase das armas está tudo certo: três armas de fogo foram apreendidas, com o auxiliar no plural e o particípio no feminino plural.
Por que as outras estão erradas: Nas outras quatro, o sujeito está no plural e o verbo ficou no singular. Na letra B, o certo é chegaram. Na letra C, aconteceram. Na letra D, surgiram. E na letra E, faltam duas avaliações.
Pulo do gato: Sujeito depois do verbo continua mandando no verbo. Na dúvida, inverte a frase e lê de novo. Se você acertou, parabéns; se errou, agora já sabe o truque.
Os verbos impessoais exigem atenção especial, sobretudo quando aparecem em locuções verbais. Sobre a rotina de um batalhão, assinale a frase em que o verbo impessoal foi empregado corretamente.
Dois verbos aqui não têm sujeito. Haver, no sentido de existir, e fazer, indicando tempo que passou. Sem sujeito, não tem com quem concordar: ficam sempre na terceira pessoa do singular. Faz cinco anos, fazia dias, há falhas.
Agora o detalhe que derruba muita gente. Quando o impessoal entra numa locução, ele passa a impessoalidade para o auxiliar. O auxiliar também fica no singular: vai haver, pode haver, deve fazer. E é exatamente isso que aparece em deve fazer muitos meses.
Por que as outras estão erradas: Na letra A, fazer de tempo não vai ao plural: faz cinco anos. Na letra C, o auxiliar herda a impessoalidade: vai haver novas escalas. Na letra D, a mesma coisa: pode haver falhas. E na letra E, no passado também fica no singular: fazia dias.
Pulo do gato: Repara na diferença que a banca adora: pode haver falhas, no singular, mas podem existir falhas, no plural, porque existir tem sujeito. Com haver e fazer de tempo, congela tudo no singular.
Quando o sujeito é o pronome relativo "que", o verbo concorda com o antecedente desse pronome. Com base nessa regra, assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
O que relativo retoma o termo de antes. Ele vira o sujeito do verbo seguinte, mas quem dá a pessoa e o número é o antecedente. Teste prático: apaga o que e cola o antecedente direto no verbo. Eu redigi. Os sargentos conduziram.
Faz o teste em cada uma. Eu redigi, os sargentos conduziram, tu comandarás, vós decidistes, e nós respondemos. Só a última frase já estava com o verbo na pessoa certa, a primeira do plural.
Por que as outras estão erradas: Nas outras quatro, o verbo ficou na terceira pessoa do singular, ignorando o antecedente. A letra A pedia redigi, a letra B conduziram, a letra C comandarás e a letra D decidistes.
Pulo do gato: Com que, o verbo copia o antecedente. Já com quem, a norma também aceita a terceira pessoa: fui eu quem redigiu. Guarda essa diferença, que ela cai.
O verbo "ser" tem regras próprias de concordância, que variam conforme indique horas, distâncias ou quantidades. Assinale a alternativa em que o verbo "ser" está flexionado de acordo com a norma-padrão.
O verbo ser é o rebelde da concordância. Em horas e distâncias, ele concorda com o número que vem depois: são duas horas, são dez quilômetros. E a palavra quase não muda nada: já são quase três horas.
Agora a exceção que a banca ama. Quando o sujeito indica quantidade, preço ou medida, e depois vem pouco, muito, bastante ou demais, o ser fica no singular. A ideia é: essa quantidade é pouca coisa. Cinco viaturas é pouco para o bairro inteiro, e qualquer policial de patrulha concorda.
Por que as outras estão erradas: Letra A: é distância, então são dois quilômetros. Letra B: é hora, então eram duas horas. Letra D: o quase não salva, são quase três horas. E na letra E, sujeito e predicativo no plural: os responsáveis são o tenente e o sargento.
Pulo do gato: Decora em dois blocos: hora e distância, o ser segue o número; quantidade com pouco ou muito, singular. Dez reais é pouco, mas são dez horas.
O sujeito composto colocado antes do verbo leva, em regra, o verbo ao plural. Observando essa regra, assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
Sujeito composto é o que tem dois ou mais núcleos. Quando ele vem antes do verbo, não tem conversa: o verbo vai para o plural. Conta os núcleos. Comandante e subcomandante, dois. Soldado, cabo e sargento, três. Coragem e disciplina, dois.
Agora o detalhe da pessoa. Na frase do sargento, tem eu e o sargento. Eu mais ele dá nós, então é participamos: a primeira pessoa vence. E na frase da coragem e da disciplina, além do plural no verbo, o particípio concorda com dois femininos: exigidas. Essa está redondinha.
Por que as outras estão erradas: Letra A, assinaram. Letra B, participamos. Letra C, ocorrerão. Letra E, receberam. Em todas, o redator olhou só para o último núcleo e esqueceu o resto.
Pulo do gato: Na soma de pessoas, a primeira ganha de todas: eu e ele, nós. Sem o eu, a segunda ganha da terceira: tu e ele, vós.
Em anúncios e avisos, a partícula "se" pode indicar voz passiva sintética ou indeterminação do sujeito, o que muda a concordância. Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente flexionado.
Português parece decoreba, mas aqui é teste prático. Olha o que vem depois do verbo. Se vem preposição, como em precisar de, tratar de, obedecer a, o se indetermina o sujeito e o verbo fica no singular, sempre.
Se não vem preposição, o verbo é transitivo direto, o se é apassivador e o substantivo depois dele é o sujeito. Aí concorda com ele. Teste: passa para a passiva com o verbo ser. Salas são alugadas. Funcionou, então é alugam-se salas, no plural.
Por que as outras estão erradas: Letra A: tem a preposição de, então precisa-se de voluntários, no singular. Letra B: sem preposição, imóveis é o sujeito, então vendem-se imóveis. Letra C: trata-se de, no singular. Letra D: obedecer pede a preposição a, então obedeceu-se às ordens, no singular.
Pulo do gato: Viu preposição colada no verbo? Singular. Não viu? Procura o sujeito e concorda. Na próxima placa de vende-se casas, você já vai reparar no erro.
As palavras "meio", "bastante" e "menos" ora variam, ora não, conforme a classe gramatical que assumem. Assinale a alternativa em que a concordância nominal respeita a norma-padrão.
A chave é saber se a palavra é advérbio ou não. Advérbio não varia nunca. E o teste é trocar por muito. Se ficar muito, no singular, é advérbio e fica invariável. Se ficar muitos ou muitas, a palavra acompanha substantivo e varia.
Bastante cansados vira muito cansados. É advérbio, fica bastante, no singular. Correto. Já bastante viaturas vira muitas viaturas: aí é bastantes, com esse no final. E meia preocupada é um pouco preocupada: advérbio, então meio, nunca meia.
Por que as outras estão erradas: Letra A: meio, no sentido de um pouco, não varia, meio preocupada. Letra B: bastante com substantivo varia, bastantes viaturas. Letra C: a palavra menas não existe na norma, é sempre menos. Letra E: meio-dia e meia, porque é meia hora, palavra feminina subentendida.
Pulo do gato: Muito no singular, invariável; muitos ou muitas, variável. Com esse teste, você resolve meio e bastante em dez segundos.
Placas e avisos afixados em quartéis costumam trazer expressões como "é proibido" e "é necessário". Assinale a alternativa em que essa expressão está empregada de acordo com a norma-padrão.
A regra dessas expressões depende de uma coisa só: o substantivo tem artigo ou não. Sem artigo, sem determinante nenhum, a expressão fica no masculino singular: é proibido entrada, é necessário paciência. Com artigo, concorda: é proibida a entrada.
Agora procura o artigo em cada frase. Na frase da paciência, a palavra vem sozinha, sem artigo. Então é necessário, no masculino. Perfeito. E repara que a letra A e a letra D são espelhos: uma flexionou sem artigo, a outra não flexionou com artigo. A banca inverteu de propósito.
Por que as outras estão erradas: Letra A: entrada vem sem artigo, então é proibido entrada. Letra B: a entrada tem artigo, então é proibida. Letra C: a disciplina tem artigo, é necessária. Letra D: a permanência tem artigo, é proibida a permanência.
Pulo do gato: Procurou o artigo, achou a resposta. Esse é o tipo de questão que você leva em segundos quando tem o método.
Quando um adjetivo se refere a mais de um substantivo, a concordância depende da posição e da função do adjetivo. Assinale a alternativa em que há ERRO de concordância nominal.
Primeiro descobre a função do adjetivo. Se ele está colado nos substantivos, sem verbo no meio, é adjunto adnominal. Aí, depois dos substantivos, ele pode ir ao plural ou concordar com o mais próximo. Coragem e disciplina admiráveis, saia e blusa brancas, empenho e dedicação demonstrados: tudo aceito.
Agora, se tem verbo de ligação no meio, o adjetivo é predicativo do sujeito. E o predicativo não escolhe o mais próximo: vai obrigatoriamente ao plural e, com gêneros misturados, ao masculino. O muro e a cerca estavam danificados, terminando em os. Escreveram danificadas, concordando só com cerca. Esse é o erro.
Por que as outras estão erradas: As outras estão certas. Na letra A e na letra C, os substantivos são do mesmo gênero, então o plural resolve. Na letra B, arrombados é predicativo do objeto, com porta e portão: masculino plural, certinho. E na letra E, demonstrados vai ao masculino plural, forma sempre aceita.
Pulo do gato: Tem verbo de ligação no meio? Plural obrigatório, masculino se misturar. Sem verbo? Pode concordar com o mais próximo.
Palavras como "quite", "só", "meio" e locuções como "a sós" e "em anexo" são alvos frequentes de pegadinhas de concordância. Assinale a única alternativa correta segundo a norma-padrão.
Separa em dois grupos. Locução adverbial nunca varia: a sós e em anexo ficam sempre assim. Já quite é adjetivo, e adjetivo concorda: os soldados estão quites, com esse no final.
Agora o só. Quando significa sozinho, é adjetivo e varia: as vítimas ficaram sós. Quando significa somente, não varia: só elas vieram. E meio, antes de adjetivo, é um pouco, advérbio: meio confusos, sem esse. Sobra a frase dos detentos: ficaram a sós, locução intacta.
Por que as outras estão erradas: Letra B: quites, no plural. Letra C: só, no sentido de sozinho, varia: ficar sós. Letra D: meio confusos, porque advérbio não varia. Letra E: em anexo é locução fixa, nada de em anexas.
Pulo do gato: Troca por sozinho ou por somente: sozinho varia, somente não. E a sós não muda nunca. Mais um ponto garantido no seu caderno.
O verbo "preferir" é frequentemente usado de forma inadequada na linguagem informal. Assinale a alternativa em que a regência desse verbo está de acordo com a norma-padrão.
Preferir já quer dizer querer mais. Então mais, antes, mil vezes, tudo isso sobra. E a comparação não se faz com do que nem com que. Na norma-padrão, prefere-se uma coisa a outra, com a preposição a.
Agora caça os intrusos. A frase do turno tem mais e do que. A da ronda tem do que. A do sargento tem que. A do silêncio tem antes e que. Só a dos candidatos está limpa: preferem estudar de manhã a estudar à noite. É o molde de prova.
Por que as outras estão erradas: Letra A: tira o mais e troca do que por a: prefiro trabalhar de manhã a trabalhar à noite. Letra B: prefere a ronda a pé à ronda de viatura, com acento grave, porque é preposição a mais o artigo a. Letra C: preferiu o serviço externo ao interno. Letra E: tira o antes: prefiro o silêncio a uma discussão inútil.
Pulo do gato: Preferir funciona como balança: uma coisa a outra. Cortou o mais e o do que, acertou.
Das frases a seguir, que poderiam constar de um boletim interno, apenas uma respeita a regência verbal exigida pela norma-padrão. Assinale-a.
Regência é saber se o verbo pede preposição, e qual. Obedecer pede a: obedecer ao regulamento. Aspirar, no sentido de desejar, também pede a: aspira ao cargo. Se fosse aspirar de respirar, aí sim seria direto: aspirar o ar.
Informar aceita dois moldes: informar algo a alguém, ou informar alguém de algo. O que não pode é ter os dois com preposição ao mesmo tempo, aos soldados e de que. Simpatizar não é pronominal: simpatizou com, sem o se. E chegar, verbo de movimento, pede a: chegaram ao local. Essa está certa.
Por que as outras estão erradas: Letra A: obedecer ao regulamento. Letra B: aspira ao cargo. Letra C: informou aos soldados que, ou informou os soldados de que. Letra D: simpatizou com o colega, sem pronome.
Pulo do gato: Na ocorrência, a viatura chega ao local, não no local. Na prova, chegar, ir e voltar pedem a preposição a.
Verbos como "implicar", "esquecer", "lembrar" e "namorar" são cobrados com frequência em provas de regência. Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta.
Lembrar e esquecer têm uma regra de casal: pronome e preposição andam juntos. Sem pronome, não tem preposição: lembrei o compromisso, esqueci o horário. Com pronome, vem o de: lembrei-me do compromisso, esqueci-me do horário. Um não vive sem o outro.
Agora confere. Lembrei-me do compromisso: tem pronome e tem de. Casal completo, correto. Esqueci do horário tem preposição sem pronome. Ele se esqueceu o documento tem pronome sem preposição. E os outros dois são diretos: implicar, no sentido de acarretar, e namorar não pedem preposição.
Por que as outras estão erradas: Letra A: implicar é direto, implicará punição, sem o em. Letra B: esqueci o horário, ou esqueci-me do horário. Letra D: namora a filha, sem o com. Letra E: ele se esqueceu do documento, ou ele esqueceu o documento.
Pulo do gato: Viu o pronome, procura o de. Não viu, tira o de. Isso vale para lembrar e esquecer na prova inteira.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do período abaixo, considerando a regência dos verbos e o uso do pronome relativo. "A operação ___ todos se referiam foi planejada em sigilo; o agente ___ confiamos a investigação foi promovido; e o bairro ___ ele mora continua tranquilo."
O método é desfazer o pronome relativo. Põe o antecedente no lugar do que e lê a oração na ordem direta. A preposição que aparecer vai para antes do relativo. Todos se referiam à operação: referir-se pede a. Então, a operação a que todos se referiam.
Segunda lacuna: confiamos a investigação ao agente. É confiar algo a alguém. Como já tem objeto direto, a investigação, o agente entra com a: a quem. Confiar em alguém só cabe quando não há objeto direto. Terceira: ele mora no bairro, morar em. Então, em que.
Por que as outras estão erradas: A letra B tira a preposição de referir-se e de morar, e usa em quem com objeto direto presente. A letra C usa de que, mas referir-se pede a. A letra D erra só no meio: com a investigação como objeto, é confiar a alguém, e não em alguém. E a letra E também tira a preposição de referir-se, e aonde é para verbo de movimento, como ir.
Pulo do gato: Lacuna com relativo? Desfaz a frase, acha a preposição e manda ela para a frente do que. Funciona em toda questão desse tipo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do período a seguir, conforme a regência nominal da norma-padrão. "Obediente ___ regulamento, orgulhoso ___ farda que veste e sempre atento ___ orientações do comando, o soldado foi elogiado em boletim."
Regência nominal é a preposição que um nome pede. E tem um atalho: o nome costuma seguir o verbo parente dele. Quem obedece, obedece a: obediente a, e com o artigo de regulamento dá ao. Quem se orgulha, se orgulha de: orgulhoso de, e com o artigo de farda dá da.
Agora a última, onde mora a pegadinha. Atento pede a. Orientações é feminino plural com o artigo as. Preposição a mais artigo as dá crase: às, com acento grave. Teste da troca: no masculino, atento aos comandos. Se vira aos, tem crase.
Por que as outras estão erradas: Letra B: obediente não pede de, e atento não pede em. Letra C acerta o começo, mas escreve as sem acento grave, e aí falta a preposição. Letra D: obediente com, não; é obediente a. Letra E: obediente pelo e atento nas não existem na norma.
Pulo do gato: Nome que pede a, seguido de palavra feminina com artigo: aparece a crase. Na dúvida, troca por uma palavra masculina.
Termos que indicam situação ou endereço, como "residente" e "situado", além de adjetivos como "passível", "alheio" e "contrário", têm regência definida. Assinale a alternativa correta quanto à regência nominal.
Começa pelo endereço, que é o que a gente mais escreve no boletim de ocorrência. Quem reside, reside em algum lugar. Então é residente em, situado em: residente na Rua da Aurora, situado na Avenida Norte. Residente à rua, com acento grave, é erro clássico de redação policial.
Agora os adjetivos. Passível pede de: passível de punição. Contrário pede a: contrários ao novo horário. E alheio pede a. Na frase do soldado, alheio a, mais o artigo as de provocações, dá às, com acento grave. Está perfeita.
Por que as outras estão erradas: Letra A: residente na Rua da Aurora. Letra B: passível de punição. Letra D: situado na Avenida Norte. Letra E: contrários ao novo horário.
Pulo do gato: Endereço vai com em: residente, situado, domiciliado. Grava isso, porque vai ajudar até no seu relatório de serviço.
Assinale a alternativa que apresenta uma oração sem sujeito.
A maior confusão aqui é entre sujeito indeterminado e oração sem sujeito. O indeterminado existe: alguém fez a ação, só não se sabe quem. Oração sem sujeito não tem ninguém fazendo nada. É o caso dos fenômenos da natureza, do haver no sentido de existir e do fazer indicando tempo.
Classifica uma por uma. Saímos: sujeito oculto, nós, pela terminação. Policiais e bombeiros: sujeito composto. Disseram, sem dizer quem: indeterminado. Precisa-se de: indeterminado também, por causa do se. E choveu: ninguém chove, é fenômeno da natureza. Oração sem sujeito.
Por que as outras estão erradas: A letra B e a letra C têm sujeito indeterminado: alguém precisa, alguém disse. A letra D tem sujeito composto, com dois núcleos. E a letra E tem sujeito oculto, nós, que a terminação do verbo entrega.
Pulo do gato: Pergunta ao verbo quem fez. Se a resposta for alguém que eu não sei, é indeterminado. Se a pergunta nem faz sentido, como quem choveu, é oração sem sujeito.
Assinale a alternativa em que o predicado é classificado como nominal.
São três tipos de predicado. Verbal: o núcleo é um verbo de ação. Nominal: o verbo só liga o sujeito a uma qualidade, e o núcleo é essa qualidade, o predicativo. Verbo-nominal: tem ação e qualidade ao mesmo tempo. Os verbos de ligação mais cobrados são ser, estar, permanecer, ficar, parecer e continuar.
Teste prático: troca o verbo por estar. Se o sentido aguenta, é ligação. A tropa permaneceu atenta, a tropa estava atenta: funciona, não tem ação nenhuma, só estado. Predicado nominal. Já o sargento saiu apressado tem a ação de sair mais o estado, apressado. Esse é verbo-nominal.
Por que as outras estão erradas: Letra A: sair é ação e apressado é predicativo, então é verbo-nominal. Letra C: limpar é ação com objeto direto, verbal. Letra D: considerar é ação e difícil é predicativo do objeto, verbo-nominal. Letra E: voltar é ação, verbal.
Pulo do gato: Troca por estar. Se der certo e não sobrar ação, é predicado nominal. Viu como não era bicho de sete cabeças?
Leia o período a seguir. "O soldado estudou com disciplina durante meses, portanto foi aprovado no curso de formação de cabos." A oração "portanto foi aprovado no curso de formação de cabos" classifica-se como coordenada sindética
Coordenada sindética é a que vem com conjunção. Quem dá a classificação é a conjunção, então o trabalho é olhar para ela: portanto. Ela apresenta o resultado lógico do que veio antes. Estudou com disciplina, por isso foi aprovado.
Teste da troca: põe logo ou por isso no lugar de portanto. Estudou com disciplina, logo foi aprovado. O sentido ficou igual, então a oração é coordenada sindética conclusiva. É o tipo de conclusão que todo aluno quer para si: estudou, passou.
Por que as outras estão erradas: Letra A: adversativa é oposição, com mas, porém, contudo. Letra B: explicativa justifica, com porque ou pois antes do verbo; aqui a segunda oração é efeito, não justificativa. Letra C: aditiva só soma, com e ou nem. Letra E: alternativa dá escolha, com ou repetido, ou com ora repetido.
Pulo do gato: Conclusivas: logo, portanto, por isso, por conseguinte, e pois depois do verbo. Guardou essa lista, garantiu a questão.
Leia a frase a seguir. "Os soldados, que concluíram o curso de formação, foram promovidos." Se as vírgulas forem retiradas, ficando "Os soldados que concluíram o curso de formação foram promovidos", é correto afirmar que
Com as vírgulas, a oração é adjetiva explicativa. Ela fala de todos os soldados do grupo: todos concluíram o curso e todos foram promovidos. A informação entre vírgulas é um comentário a mais, dá até para tirar.
Sem as vírgulas, a oração vira restritiva. Ela separa um pedaço do grupo: só os soldados que concluíram o curso foram promovidos. Fica subentendido que outros não concluíram e ficaram de fora. Pensa na lista de promoção do batalhão: essa vírgula decide quem sobe.
Por que as outras estão erradas: Letra A: as vírgulas aqui não são enfeite, elas mudam o sentido. Letra C inverte: sem vírgula é restritiva, não explicativa. Letra D: a restritiva vem sem vírgula, e a frase continua correta. Letra E: o que continua sendo pronome relativo, troca por os quais e funciona, então a oração continua adjetiva.
Pulo do gato: Vírgula explica e vale para todos; sem vírgula, restringe e vale só para uma parte. Se você acertou, parabéns; se errou, agora não erra mais.
No período "Conforme o comandante determinou, a tropa seguiu para o centro da cidade", a oração "Conforme o comandante determinou" classifica-se como subordinada adverbial
A conjunção conforme tem dois valores, e é isso que a banca testa. Pode significar de acordo com o que, que é conformidade. Ou pode significar à medida que, que é proporção. Quem decide é a troca.
Faz a troca. De acordo com o que o comandante determinou, a tropa seguiu: perfeito. À medida que o comandante determinou, a tropa seguiu: não faz sentido, não há progressão nenhuma. Então é conformidade: a tropa agiu segundo a ordem. Oração subordinada adverbial conformativa.
Por que as outras estão erradas: Letra A: causal dá o motivo, com porque ou já que; a frase não diz por que a tropa seguiu. Letra B: consecutiva é consequência, com tão seguido de que. Letra C: condicional é hipótese, com se ou caso. Letra D: proporcional seria com à medida que, e a gente já viu que não encaixa.
Pulo do gato: Conformativas: conforme, como, segundo, consoante. Quando aparecer conforme, faz a troca antes de marcar.